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Divirta-se!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Divagações sobre o final do ano

Sempre que chega o mês de dezembro me pego fazendo uma retrospectiva mental sobre o ano que está chegando ao fim, ao mesmo tempo que começo a fazer planos pro ano seguinte. Acho intrigante esse efeito simbólico que a mudança no calendário causa na gente. Esse ano foi muito confuso no cenário político brasileiro,  muitos retrocessos e incertezas. Um sentimento de desânimo e desinteresse tomou conta de mim e me pergunto se há uma luz no fim do túnel.
Pessoalmente foi um ano muito bacana. Reencontrei pessoas muito amadas, viajei e a família cresceu. Vi amigos darem importantes passos na vida pessoal e profissional. Também vi outros sofrerem sem poder ajudar e isso me despertou pra fragilidade da vida e da efemeridade das situações. Tudo muda num piscar de olhos. Numa hora nasce um bebê pequeno e indefeso, na outra ele já está te surpreendendo com uma frase completa e sinais de independência.  É incrível como um simples sorriso antes de dormir pode nos alegrar depois de vários dias recheados de choro e reclamação. Também é impressionante ver nossa própria mudança de foco e prioridades. O que era sua meta em um dia, passa a não fazer sentido no outro. 
As vezes, quando as coisas se tornam mais simples é que começamos a perceber o que realmente é importante pra nós. O que lá no fundo toca nosso coração. 
 Que no ano que vem consigamos estar com quem nos faz bem, que nosso olhar e coração estejam sensíveis ao que importa de verdade e que não nos falte coragem nesse mundo que tanto precisa de luz.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Em Boca Fechada Não Entra Mosquito

Estar grávida é uma experiência incrível, muita expectativa, várias mudanças físicas e emocionais... mas também é uma época que ouvimos vários comentários desagradáveis que muitas vezes nos deixam triste e chateadas. Por mais que a pessoa esteja tentando apenas fazer uma brincadeira pra descontrair, é ideal ter um pouco de cautela para não levar uma patada se tornar inconveniente e até ofensivo ao falar com a gestante.
Segue abaixo alguns comentários que você não deve fazer com uma grávida:

1 - Nossa, que barriga enorme!!! Tem certeza que não são dois?
2 - Sua barriga está muito grande/baixa/redonda, seu bebê vai nascer antes da hora. - Gente, nunca, NUNCA diga pra uma grávida que o bebê dela vai nascer antes da hora. Prematuridade é um fator de risco pra várias complicações e toda grávida tem pavor que isso aconteça!
3 - Você vai comer só isso/tudo isso?  - Eu sei quanto quero/preciso comer. Obrigada!
4 - A gente engorda neném fora da barriga, não é dentro não, viu? - Que isso? Vigilantes do peso?? O que a pessoa espera após um comentário desses? Que a grávida passe a comer só alface até o dia do parto?
5 - Nossa, como você engordou! Eu quando estava grávida engordei apenas X quilos... 
6 - Tomara que seja menino/menina (sexo oposto ao filho que a pessoa já tem). E se não for? Posso trocar???
7 - Fazer qualquer comentário questionando a paternidade. Sério. Ouvi isso. Não tem graça.
8 - Dorme agora, porque depois... - Dá pra fazer um estoque de sono?
9 - Qualquer relato trágico envolvendo gestantes e bebês durante ou após o parto. - A intenção pode ser das melhores, mas só serve pra gerar medo e insegurança na gestante.
10 - Qualquer comentário questionando a decisão da gestante sobre tipo de parto.

Esse cara, não seja esse cara.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Tem mais pão no forno*

Estava eu feliz e contente, já bastante acostumada com a rotina de cuidar de um bebê sapeca, em pleno desenvolvimento no alto dos seus 12 meses quando começamos a pensar em encomendar mais um. É engraçado como a vida da gente muda depois da chegada de uma criança. Primeiro vira um caos,  parece que nunca mais teremos tempo pra descansar ou assistir um filme, mas de repente tudo vai entrando nos eixos, o bebê vai ficando mais independente e novos planos surgem. Decidimos então aumentar a família e rapidamente tínhamos o positivo nas mãos.
O início da gravidez foi meio atribulado com dores, enjôo e mal estar, mas agora já está tudo mais tranquilo. As reações dos amigos e familiares vão desde felicitações entusiasmadas até espanto, pena e repulsa.
Muitas pessoas dizem não querer mais de um filho por causa dos custos. Dizem: "criança sai muito caro". 
Realmente, os gastos com alimentação, roupas, remédios, educação pesam no orçamento. Também não tenho nada contra a escolha de ter apenas um filho (ou nenhum).  Mas fico pensando no que nós idealizamos como essencial para criar uma criança. Será que precisamos mesmo dar "do bom e do melhor" pros nossos filhos sempre?
Será que uma criança de dois anos precisa de uma super festa de aniversário no salão infantil, com direito a buffet e mágico ou um bolinho e guaraná em casa com a família é suficiente?
Lembro das minhas festinhas de aniversário com muito carinho. Acordavamos cedo,  limpávamos a casa, enchíamos balões, minha avó fritava pastéis, meu pai e irmãs embrulhavam as balas... Depois eu ia me arrumar pra receber os convidados: banho, roupa nova, batom.
Meu pai ia na padaria buscar meu bolo. Era sempre surpresa,  mas ele acertava todas as vezes! Era lindo e delicioso. Brincava, dançava, ganhava abraços, presentes, comia bolo e refri. Tudo perfeito. Ficava feliz da vida. 
Passamos bastante aperto também. Usei roupas das minhas irmãs até rasgarem ou não servirem mais,  passeavamos pouco e tudo era conquistado com muito sacrifício pelo meu pai.  Não desejo passar tanta dificuldade para criar meus filhos quanto ele passou,  mas penso que o mais importante na vida de uma criança,  além do básico,  claro, é o afeto, atenção e convivência com a família... 
Digo isso porque sinto que as vezes priorizamos tanto suprir a falta dos bens materiais que muitos de nós vivenciamos na infância, que quase não temos tempo de estar com nossos filhos. Pode ser que os brinquedos tenham que ser coletivos, as roupas usadas, mas amor quando é compartilhado, multiplica. E a bagunça também. Rsrs...E lá vamos nós de novo!

 *O titulo do post e referência à esse vídeo hilário.















quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Difícil Tarefa de Ser Julgado(a) o Tempo Todo

Outro dia estava num almoço de família, no qual estavam várias mães e suas crianças. Uma delas, que é sempre ativa e falante estava amoadinha e sonolenta. Sua mãe disse que ela teve febre durante toda a noite e ainda estava indisposta e cansada. O almoço era em comemoração a uma data especial e demorou pra ficar pronto. Todas as crianças já haviam beliscado todos os petiscos possíveis e estavam famintas.
A criança em questão estava num quarto a parte, cochilando. Sua mãe, antes de servir o próprio almoço, preparou uma mamadeira e ia levando tranquilamente para o quarto quando outra mãe questionou em alto e bom som:
-Você vai dar mamadeira pra fulaninha na hora do almoço?!
-É que ela tá com febre. Não dormiu nada de noite.  Tá dormindo agora.
Sem parecer ter ouvido nenhuma palavra do que a primeira mãe tinha falado, ela continuou:
-Eu não daria de jeito nenhum. Hora de almoçar é sagrado.  Meu filho almoça e janta super bem. Tem 1 ano e meio e já nem toma mamadeira...

A mãe da criança febril voltou para a cozinha, serviu um pratinho e acordou a menina decidida a dar-lhe a refeição completa.  Talvez porque se sentiu julgada, ou porque pensou que estaria fazendo mal a própria filha ao dar-lhe leite ao invés de arroz e feijão. O que se seguiu foi um almoço regado a ameaças e lágrimas, pois obviamente a criança estava precisando dormir naquele momento.
Tive vontade de interferir e dizer:
-Amiga, não liga pra opinião dos outros não. Você sabe o que é melhor pra sua filha.  Faz o que seu coração mandar. Mas achei que a cota de de palpites não solicitados já tinha sido atingida.
Fiquei pensando na falta de empatia que envolveu toda essa situação. Empatia é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Primeiro a mãe perfeitinha que não se importou em analisar o contexto antes de proferir um discurso, fora de hora, sobre alimentação infantil. Segundo da mãe da criança que após ser pressionada não demonstrou empatia com a criança,  aumentando seu desconforto numa situação na qual ela precisava mesmo de acolhimento.
Não escrevi esse texto pra criticar as mães ou dizer que sou perfeita e sei todas as respostas. Ao contrário, me senti triste com tudo isso e penso como falta empatia na nossa vida e na necessidade de desenvolvermos essa habilidade. É muito comum sermos julgados por como nos comportamos, agimos, pensamos, mas é raro nos sentirmos acolhidos de verdade . Depois que temos filhos então,  parece que está aberta a temporada de distribuição gratuita de pitacos...
Fiz um  mini curso grátis sobre esse assunto que achei muito legal, vale a pena conferir. Também recomendo o texto Escutatória do Rubem Alves:
"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."
In: O AMOR QUE ACENDE A LUA)

domingo, 28 de junho de 2015

Para Daniel

Era uma vez um menino que não gostava de dormir
Seus olhinhos fitam um mundo a descobrir
Mesmo sem dentes vive a sorrir
Com gargalhadas generosas
Deixa a vida mais gostosa
Com suas pequenas mãos tocou meu coração
Que de tão feliz se atreve a ser aprendiz e até poesia se arrisca a escrever
Pra demonstrar o quanto amo ser mãe desse pequeno ser.


Jacqueline Ferreira 05/09/14

Estou ocupado

Estranho como estamos cada vez mais ocupados, cada vez com menos tempo livre, mesmo com tantas facilidades que a vida moderna oferece. Estamos constantemente fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo, conectados praticamente 24H por dia, mas estamos também mais distraídos e superficiais.
É inegável que temos várias coisas pra fazer: trabalhar, estudar, cuidar da casa,  olhar o extrato bancário, ver um filme, passear com o cachorro, brincar com as crianças, ir à igreja... porém sinto que a necessidade do instantâneo, de se mostrar e receber a atenção do outro, ainda que por meio de um frio clique no jóia,  está roubando a nossa real interação com as pessoas.
Essa distância que estamos criando não é física, pois nisso a tecnologia nos ajuda.  Falo frequentemente com minha irmã e sobrinho que vivem do outro lado do oceano. A distância é afetiva. É mais importante dar check in no cinema e postar uma foto com o balde de pipoca do que assistir o filme. Temos tanta urgência em exibir nosso divertimento com os amigos que não prestamos (total) atenção no que eles dizem.
As redes sociais também tem o curioso efeito do distanciamento ideológico. Você passa a amar ou detestar alguém pelo o que ele posta na rede. Eu, por exemplo, adoro conversar. Falo pelos cotovelos, às vezes faço trocadilhos infames e sou meio arrogante, mas faço um delicioso bolo de cenoura com chocolate. Então, se você vem na minha casa, tem acesso ao pacote completo e talvez seja mais agradável saber minha opinião sobre o direito dos animais com a barriguinha cheia de bolo do que ler textão no Facebook.
As pessoas são várias coisas e não somente o que elas decidem mostrar na Internet. Por isso, antes de deletar uma pessoa da sua vida, vá tomar um café com ela. De repente ela só precise ser deletada da sua vida virtual.




domingo, 5 de abril de 2015

Um aninho


Há um ano atrás mesmo horário não conseguia encontrar posição pra pra dormir devido ao início das contrações. Algumas horas depois nascia Daniel, com seus expressivos olhos castanhos e bochechas rosadas. 
É até difícil acreditar que foi apenas um ano que passou desde o dia em que ele chegou, tamanhas foram as mudanças e intensidade das emoções. Ficamos sem dormir, dormimos juntinhos, chorei de cansaço, medo e preocupação. Senti orgulho de suas pequenas conquistas, aprendi a decifrar e entender seus desejos e conheci um amor que não cabe no peito. Cheguei a duvidar se gostaria da minha nova vida tão intensamente dedicada ao cuidado de outro ser. Hoje sou grata e feliz pela oportunidade de vivenciar tudo isso, por ter você em nossas vidas e pelo seu primeiro aniversário.
Parabéns, Dandan!

sábado, 21 de março de 2015

Superando o vício de reclamar

Outro dia, estava lendo matérias na internet enquanto neném cochilava e me deparei com uma interessante proposta: ficar uma semana sem reclamar. Inicialmente parece fácil, mas para obter sucesso era necessário não verbalizar nem reclamar mentalmente. Cada vez que isso ocorresse, deveria reiniciar a contagem. 
Tive que recomeçar a semana algumas vezes, demorando no total 11 dias para completar o desafio. Confesso que achei que demoraria mais, mas percebi que reclamar é um vício e que podemos superá-lo. Muitas vezes damos mais importância do que deveríamos para pequenas coisas e ficamos ecoando a reclamação ao invés de resolver o problema de uma vez. Confirmei também algo que já sabia: às vezes reclamamos apenas para descontar nossa frustração, afinal não há nada que possa mudar aquela situação. E para falar a verdade, ninguém gosta de gente que coloca defeito em tudo ou fica num mimimi sem fim.
Não me tornei um monge depois do desafio, mas continuo tentando reclamar menos a cada dia. Evito principalmente ficar remoendo mentalmente as situações que me incomodam. 
O mundo anda negativo demais, já existem muitos problemas e insatisfação pro aí, que tal ir na direção contrária e tentar ser mais positivos?
Desafie-se!


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Esse tal de feminismo

Tenho pensado muito sobre a importância do feminismo ultimamente e como o empoderamento feminino pode mudar o rumo da sociedade em vários aspectos. Talvez porque muito tem se falado sobre a legalização (ou não) do aborto nas redes sociais. Ou talvez sobre meu caminho de estudo e busca por empoderamento no parto e maternagem.
Essas mudanças tem me deixado com vontade de falar sobre o assunto, mas mais do que isso, me aproximou das outras mulheres que como eu sofrem com o peso do machismo e sexismo todos os dias.
Desde crianças, somos ensinadas a nos portar como damas, falar de maneira delicada, não estar em determinados ambientes, fazer atividades domésticas e relacionadas ao cuidado do outro. Parece uma bobagem, mas quando damos um bebê de brinquedo e panelinhas pra uma menina, não estamos tornando-a efetivamente capaz de cozinhar e cuidar de um bebê na vida real, mas estamos aumentando sua auto confiança na realização dessas atividades.
Não haveria o menor problema se não existisse a divisão (já na infância) das brincadeiras de menino e menina. Aí do menino que se aventurar a brincar de boneca ou de fazer comidinha. "É coisa de menina!" Dirão os machões de plantão.
Vamos nos deparando com as opressões do machismo todo dia, quando nos cobram obediência ao namorado/marido/companheiro, quando regulam nossa vida sexual, exigindo que sejamos mais ou menos liberais, quando responsabilizam apenas a mulher a cuidar da criança, seja ela solteira ou casada,  afinal ela é a "mãe"...
E nós vamos nos acostumando com tanta violência, dominação... Com o tempo paramos de perceber. Achamos natural sermos assediadas na rua, no trabalho,  afinal "homens são assim mesmo".
Confesso que ainda fico muito irritada quando ouço uma mulher reproduzindo o discurso machista e justificando o que não tem justificativa.
Mas é exatamente aí que está a chave pra mudança: sororidade.
Sororidade é um termo que se refere especificamente à irmandade entre mulheres. 
Compreender que essa mulher também é vítima do machismo e lutar por ela, é o caminho para avançarmos na busca por respeito e igualdade. Ter empatia, oferecer informação, não cair na armadilha de diminuir outra mulher por seus comportamentos - slut shaming -  lembrar sempre de conscientizar para emponderar. 
E como precisamos lutar... 


Sim! Nós podemos! Vamos à luta, irmãs! 





sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sou ignorante

Eu assumo. Sou ignorante.  Desconheço vários assuntos.  Sei muito pouco sobre carros e economia.  Sei menos ainda sobre uma infinidade de coisas. Quando eu tinha uns 18 anos me achava super inteligente. Pensava que tinha opinião formada sobre quase tudo. Não hesitava em dizer de imediato o que pensava sobre o que fosse a bola da vez. 
Aos poucos, conforme passei por diferentes situações e conhecendo as mais diversas pessoas fui perdendo essa certeza que eu achava que tinha. Repensei sobre várias posturas e me dei conta que as pessoas vivem realidades que eu nem imaginava. Por isso não devo julgar ninguém e sim tentar compreender. Porque eu só sei como é ser eu. Não posso saber como é ser o outro. E mesmo sendo sempre eu, percebo que já mudei muito...
O mais interessante disso tudo é que perder a certeza gera insegurança, vergonha, medo...
Mas é exatamente o medo que nos faz sair do lugar onde estamos, buscar conhecimento, novos ares, novas perspectivas. 
Um conhecido meu disse que muitas pessoas vão ficando mais burras a medida que estudam. Talvez ele tenha dito isso porque quanto mais se especializam em uma área mais engessadas se tornam sobre determinado assunto. Acham que já sabem o suficiente. Mas eu prefiro acreditar que a medida que vamos ampliando nosso conhecimento percebemos o quanto ainda não sabíamos e o quanto ha por descobrir. 
Quero sempre aprender, mudar de opinião, compreender a(s) realidade(s). Hoje a única certeza que tenho é que sempre ha algo novo para aprender e isso é fascinante. 

domingo, 25 de janeiro de 2015

O cansaço nosso de cada dia

Desde que meu baby nasceu minha principal atividade tem sido cuidar dele. Quem tem criança pequena em casa sabe como é cansativo cuidar de um bebê, principalmente nos primeiros meses. Apesar de querer muito minha cama no fim do dia, o cansaço me afeta de formas diferentes. Tem dias que fico exausta e muito rabugenta.  Só penso nas coisas que não saíram como eu planejava e tenho vontade de gritar.  Tem outros dias que mesmo caindo de sono me sinto satisfeita e grata pelo dia que passou e pelos desafios vencidos.
Na verdade, percebi que isso tem muito mais a ver com minha postura do que com os fatos ocorridos no dia. É claro que é difícil manter o bom humor quando o filho teve um ataque de birra daqueles ou quando ficamos horas presos no trânsito,  mas nos perguntar: "o que eu posso fazer para mudar essa situação?" 
Tentar desviar o foco do problema também pode salvar nosso dia. 
Sair pra dar uma volta na rua, ouvir música ou ler são coisas que me ajudam a lidar com o stress. Se o tempo tiver muito escasso e os nervos a flor da pele até uma oração ajuda. O importante é fazermos algo por nós mesmos. Muitas vezes o motivo da nossa frustração é a expectativa que colocamos no outro que não nos deu atenção ou que não se comportou como esperávamos. 
A vida passa depressa e tudo muda. Por isso devemos procurar encontrar prazer nas pequenas coisas, estando sempre atentos a nossa forma de enxergar... Conversar com um amigo que não víamos há muito tempo, um café recém coado e até em um filme que gostamos sendo reprisado na TV ao invés de lamentarmos pelo tempo que ficamos afastados ou a falta de um filme inédito.  É um exercício, mas que vai ficando mais natural com a prática. 
Hoje é um daqueles dias que me sinto grata por essas pequenas coisas... Que bom!