Postagens

A gente não quer só comida

Imagem
Comer não é apenas apenas matar a fome. Comer é uma atividade social e muitas vezes afetiva. Somos convidados para festas e eventos onde encontramos verdadeiros banquetes esperando para serem degustados. Para alguns, comer é algo sem grande importância,  para outros, como eu,  é fonte de prazer, mas também preocupação. Meus hábitos alimentares estavam bastante desregrados e com vários casos de sobrepeso,  diabetes e hipertensão na família resolvi prestar mais atenção nesse aspecto e procurar uma nutricionista. Já havia feito dieta uma vez e tido bons resultados.  Agora,  depois de duas gestações, meu peso estava bem acima do ideal e senti que era hora de me alimentar melhor. Sou sedentária e não tenho no momento tempo nem disposição para iniciar uma atividade física. Então o jeito é cuidar do que como.  Tenho observado comentários e reações interessantes sobre esse processo e vou listar a seguir o que mais me chamou a atenção: O 1 - Mudar ...

Um peixe fora d'água

Imagem
Sempre me senti um pouco diferente da maioria das pessoas que me cercam. Tenho gostos peculiares desde a infância e ouço que sou madura desde muito pequena. Quando criança, gostava de ver o por do sol. Na adolescência, preferia ler e ouvir música ao socializar ou praticar esportes. Mesmo sendo muito extrovertida e adorar jogar conversa fora, não são raros os momentos que me sinto deslocada e as vezes até inadequada.  Durante muito tempo falava tudo o que pensava e acabava criando desafetos e conflitos sem necessidade. Hoje em dia me controlo um pouco mais, mas tenho me sentido cada vez mais só.   Me tornar mãe causou uma grande mudança interna e me fez repensar interesses e prioridades.   Ter filhos é divertido, alegre e nos enche de amor, mas também é cansativo, frustrante e solitário. Mesmo quando temos companheiros nessa viagem.   É solitário porque por mais que outras pessoas também tenham filhos, a relação é somente entre você e seu filho. E is...

Porquê não uso "paninho"

Imagem
-Nossa, ela já tá no peito de novo?? -Tá mamando até agora?? -Essa menina só fica no peito!   -Por quê você não cobre com um paninho?   Quando meu primeiro filho nasceu, pensei que iria amamentar sem nenhum problema até ficar grandinho. Pra mim amamentar sempre foi um desejo e algo natural.   Mary Cassatt (1844-1926) Você pode imaginar minha decepção e após o desmame precoce aos 18 dias de vida. Me senti injustiçada, desamparada e mal informada. Não gostava de falar sobre o assunto e sentia vergonha de dar mamadeira em público nos primeiros meses. Era como se a mamadeira fosse a prova do meu fracasso. Demorei pra elaborar essas questões e começar a ler e pesquisar sobre amamentação. Descobri que um dos motivos do meu insucesso era a vergonha/pudor de amamentar em público. Passei a observar mulheres amamentando e tentar ressignificar a imagem do seio nu na minha mente. Sim, o mesmo peito que alimenta um bebê é o que ostentamos num decote. Mas ...

Pokémon Go, Jogos Olímpicos e Militância na internet

A interação social por meio das redes sociais e aplicativos de troca de mensagens como o whatsapp se tornou tão comum na nossa vida que considero que a maioria das pessoas possui duas identidades: a real - offline, cara a cara, e a virtual, que aparece quando estamos conectados á internet. Muitas vezes essas duas identidades são completamente diferentes. Na virtual somos corretos, politizados, livres de preconceitos, divertidos e até baladeiros. Na real, mal humorados, sedentários, vamos empurrando as obrigações com a barriga e não temos a menor disposição para nos inteirarmos dos problemas na comunidade, muito menos em alguma maneira de resolvê-los. É claro que essa é uma generalização e eu me incluo nela. Publico muito mais momentos felizes, ou pelo menos, mostro apenas o que quero mostrar. Deixo a preguiça, impaciência e birras restritas ao convívio  dos mais íntimos. No entanto, tenho observado que cada vez mais a identidade virtual influencia as relações na vida real. Já ...

Ai ai que leitinho bom...

Imagem
" Um leitinho é muito bom. Um leitinho pro bebê Um leitinho é muito bom Para mim e pra você..." Estamos há dois meses com amamentação exclusiva e livre demanda. Viva!  pra mim é uma alegria conseguir amamentar minha segunda filha, principalmente não tendo conseguido amamentar meu primeiro. Talvez você já tenha amamentado ou tido alguém próximo que amamentou e saiba o que eu vou falar aqui, mas se você nunca passou por essa experiência, vou te confidenciar uma coisa: amamentar é mais difícil que parir. E olha que parir hoje no Brasil não tá nada fácil... A primeira coisa que torna a amamentação tão penosa é a insegurança. E não existe bichinho mais inseguro que mãe de primeira viagem. Qualquer coisa que acontece já nos deixa desesperadas, pensando no que estamos fazendo de errado e se não tivermos muito apoio a amamentação tende ao fracasso. Outra coisa que pode comprometer o aleitamento é a desinformação ou informações incorretas. Sim, os pintacos e comentá...

O quarto de Jack

Imagem
Essa última semana foi punk. Luto na família, tristeza profunda pela violência que parece não ter limites, descrença com a situação política do país e um resfriado pra acabar com qualquer resquício de ânimo que eu ainda tivesse. Como os planos de passear no final de semana arruinados, o jeito foi ficar em casa para me recuperar e ajeitar as coisas por aqui. Mas tudo na vida tem seu lado positivo, mesmo quando as coisas parecem sem solução. É exatamente sobre isso que se trata o filme o quarto de Jack (Room, 2015). Sinopse:  Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Joy consegue transformar o quarto em um mu...

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...

Imagem
A vida anda corrida. Talvez o ritmo frenético de cuidar de duas crianças pequenas e manter a vida doméstica minimamente organizada estejam contribuindo pra esse sentimento de que o tempo está voando.  Planejo passar os momentos finais do dia curtindo meus amados, mas na maioria das vezes, já estamos tão cansados que adormecemos sem perceber. É uma fase, eu sei. Mas gostaria de ter mais tempo ao lado dos que amo. Mais tempo antes que meus pequenos cresçam, mais tempo antes que o feriado termine e que o passeio e as brincadeiras dêem lugar a rotina massacrante. A vida é um sopro e às vezes termina sem que tenhamos tido tempo pra aquele telefonema ou pra aquele reencontro que estamos planejando há tempos. Hoje eu gostaria de ter mais tempo...