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Férias Escolares

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Desde o ano passado meu primogênito passa as tardes na escola. Nos primeiros dias foi difícil pra nós dois. Eu apreensiva daqui, ele choroso de lá. A decisão de colocá-lo na escola tão cedo veio da necessidade dele de novidades e companhia de outras crianças e da minha adaptação com o nascimento da irmã. Passado esse momento inicial, fomos nos acostumando com a rotina e Daniel foi fazendo amizades, desenvolvendo várias habilidades como a fala, brincar junto com os colegas e ficando um pouco mais independente. Já estava totalmente adaptado no final do ano, quando chegaram as férias. E com elas, surgiu a questão: como cuidar e entreter duas crianças pequenas em tempo integral? O clima tem ajudado bastante e fez sol e calor na maior parte do tempo. Também contei com a ajuda da família para separar uma graninha para poder passear com os meninos. Fomos no parque, shopping, clube, teatro e cinema. Também teve passeio na praça e na casa de amigos. Salvo alguns dias de tédio, principa...

Penso, logo te julgo

Um dos meus passatempos favoritos é ler. Ultimamente tenho lido mais online, blogs e notícias do que livros de literatura. Acho fascinante a quantidade de coisas que existem que sequer imaginamos, costumes e realidades tão diversas da nossa. A vida real é tão incrível e as pessoas tão únicas e surpreendentes que acabo não me interessando muito por ficção. Por outro lado, histórias de vida, relatos e biografias me instigam. Infelizmente, tenho me espantado com frequência com a quantidade de atrocidades que estão acontecendo no mundo, mesmo fugindo o máximo que consigo de histórias de sofrimento.  São tantas notícias de corrupção, intolerância e crueldade que é impossível ficar imune a sentimentos negativos relacionados à essas situações. Muitos vezes, nossa primeira reação ao nos depararmos com uma situação ruim é julgar os envolvidos, procurando por culpados. É como se existissem vilões e mocinhos e nós fôssemos juízes capazes e responsáveis por colocar cada um em seu devido luga...

A gente não quer só comida

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Comer não é apenas apenas matar a fome. Comer é uma atividade social e muitas vezes afetiva. Somos convidados para festas e eventos onde encontramos verdadeiros banquetes esperando para serem degustados. Para alguns, comer é algo sem grande importância,  para outros, como eu,  é fonte de prazer, mas também preocupação. Meus hábitos alimentares estavam bastante desregrados e com vários casos de sobrepeso,  diabetes e hipertensão na família resolvi prestar mais atenção nesse aspecto e procurar uma nutricionista. Já havia feito dieta uma vez e tido bons resultados.  Agora,  depois de duas gestações, meu peso estava bem acima do ideal e senti que era hora de me alimentar melhor. Sou sedentária e não tenho no momento tempo nem disposição para iniciar uma atividade física. Então o jeito é cuidar do que como.  Tenho observado comentários e reações interessantes sobre esse processo e vou listar a seguir o que mais me chamou a atenção: O 1 - Mudar ...

Um peixe fora d'água

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Sempre me senti um pouco diferente da maioria das pessoas que me cercam. Tenho gostos peculiares desde a infância e ouço que sou madura desde muito pequena. Quando criança, gostava de ver o por do sol. Na adolescência, preferia ler e ouvir música ao socializar ou praticar esportes. Mesmo sendo muito extrovertida e adorar jogar conversa fora, não são raros os momentos que me sinto deslocada e as vezes até inadequada.  Durante muito tempo falava tudo o que pensava e acabava criando desafetos e conflitos sem necessidade. Hoje em dia me controlo um pouco mais, mas tenho me sentido cada vez mais só.   Me tornar mãe causou uma grande mudança interna e me fez repensar interesses e prioridades.   Ter filhos é divertido, alegre e nos enche de amor, mas também é cansativo, frustrante e solitário. Mesmo quando temos companheiros nessa viagem.   É solitário porque por mais que outras pessoas também tenham filhos, a relação é somente entre você e seu filho. E is...

Porquê não uso "paninho"

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-Nossa, ela já tá no peito de novo?? -Tá mamando até agora?? -Essa menina só fica no peito!   -Por quê você não cobre com um paninho?   Quando meu primeiro filho nasceu, pensei que iria amamentar sem nenhum problema até ficar grandinho. Pra mim amamentar sempre foi um desejo e algo natural.   Mary Cassatt (1844-1926) Você pode imaginar minha decepção e após o desmame precoce aos 18 dias de vida. Me senti injustiçada, desamparada e mal informada. Não gostava de falar sobre o assunto e sentia vergonha de dar mamadeira em público nos primeiros meses. Era como se a mamadeira fosse a prova do meu fracasso. Demorei pra elaborar essas questões e começar a ler e pesquisar sobre amamentação. Descobri que um dos motivos do meu insucesso era a vergonha/pudor de amamentar em público. Passei a observar mulheres amamentando e tentar ressignificar a imagem do seio nu na minha mente. Sim, o mesmo peito que alimenta um bebê é o que ostentamos num decote. Mas ...

Pokémon Go, Jogos Olímpicos e Militância na internet

A interação social por meio das redes sociais e aplicativos de troca de mensagens como o whatsapp se tornou tão comum na nossa vida que considero que a maioria das pessoas possui duas identidades: a real - offline, cara a cara, e a virtual, que aparece quando estamos conectados á internet. Muitas vezes essas duas identidades são completamente diferentes. Na virtual somos corretos, politizados, livres de preconceitos, divertidos e até baladeiros. Na real, mal humorados, sedentários, vamos empurrando as obrigações com a barriga e não temos a menor disposição para nos inteirarmos dos problemas na comunidade, muito menos em alguma maneira de resolvê-los. É claro que essa é uma generalização e eu me incluo nela. Publico muito mais momentos felizes, ou pelo menos, mostro apenas o que quero mostrar. Deixo a preguiça, impaciência e birras restritas ao convívio  dos mais íntimos. No entanto, tenho observado que cada vez mais a identidade virtual influencia as relações na vida real. Já ...

Ai ai que leitinho bom...

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" Um leitinho é muito bom. Um leitinho pro bebê Um leitinho é muito bom Para mim e pra você..." Estamos há dois meses com amamentação exclusiva e livre demanda. Viva!  pra mim é uma alegria conseguir amamentar minha segunda filha, principalmente não tendo conseguido amamentar meu primeiro. Talvez você já tenha amamentado ou tido alguém próximo que amamentou e saiba o que eu vou falar aqui, mas se você nunca passou por essa experiência, vou te confidenciar uma coisa: amamentar é mais difícil que parir. E olha que parir hoje no Brasil não tá nada fácil... A primeira coisa que torna a amamentação tão penosa é a insegurança. E não existe bichinho mais inseguro que mãe de primeira viagem. Qualquer coisa que acontece já nos deixa desesperadas, pensando no que estamos fazendo de errado e se não tivermos muito apoio a amamentação tende ao fracasso. Outra coisa que pode comprometer o aleitamento é a desinformação ou informações incorretas. Sim, os pintacos e comentá...