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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Tem mais pão no forno*

Estava eu feliz e contente, já bastante acostumada com a rotina de cuidar de um bebê sapeca, em pleno desenvolvimento no alto dos seus 12 meses quando começamos a pensar em encomendar mais um. É engraçado como a vida da gente muda depois da chegada de uma criança. Primeiro vira um caos,  parece que nunca mais teremos tempo pra descansar ou assistir um filme, mas de repente tudo vai entrando nos eixos, o bebê vai ficando mais independente e novos planos surgem. Decidimos então aumentar a família e rapidamente tínhamos o positivo nas mãos.
O início da gravidez foi meio atribulado com dores, enjôo e mal estar, mas agora já está tudo mais tranquilo. As reações dos amigos e familiares vão desde felicitações entusiasmadas até espanto, pena e repulsa.
Muitas pessoas dizem não querer mais de um filho por causa dos custos. Dizem: "criança sai muito caro". 
Realmente, os gastos com alimentação, roupas, remédios, educação pesam no orçamento. Também não tenho nada contra a escolha de ter apenas um filho (ou nenhum).  Mas fico pensando no que nós idealizamos como essencial para criar uma criança. Será que precisamos mesmo dar "do bom e do melhor" pros nossos filhos sempre?
Será que uma criança de dois anos precisa de uma super festa de aniversário no salão infantil, com direito a buffet e mágico ou um bolinho e guaraná em casa com a família é suficiente?
Lembro das minhas festinhas de aniversário com muito carinho. Acordavamos cedo,  limpávamos a casa, enchíamos balões, minha avó fritava pastéis, meu pai e irmãs embrulhavam as balas... Depois eu ia me arrumar pra receber os convidados: banho, roupa nova, batom.
Meu pai ia na padaria buscar meu bolo. Era sempre surpresa,  mas ele acertava todas as vezes! Era lindo e delicioso. Brincava, dançava, ganhava abraços, presentes, comia bolo e refri. Tudo perfeito. Ficava feliz da vida. 
Passamos bastante aperto também. Usei roupas das minhas irmãs até rasgarem ou não servirem mais,  passeavamos pouco e tudo era conquistado com muito sacrifício pelo meu pai.  Não desejo passar tanta dificuldade para criar meus filhos quanto ele passou,  mas penso que o mais importante na vida de uma criança,  além do básico,  claro, é o afeto, atenção e convivência com a família... 
Digo isso porque sinto que as vezes priorizamos tanto suprir a falta dos bens materiais que muitos de nós vivenciamos na infância, que quase não temos tempo de estar com nossos filhos. Pode ser que os brinquedos tenham que ser coletivos, as roupas usadas, mas amor quando é compartilhado, multiplica. E a bagunça também. Rsrs...E lá vamos nós de novo!

 *O titulo do post e referência à esse vídeo hilário.