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Divirta-se!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Leite materno causa cárie?

Hoje fui com as crianças ao dentista. Primeira consulta da Lis. A odontopediatra fez várias perguntas relacionadas aos hábitos e costumes dela.
Perguntou se Lis continuava mamando e se mamava a noite.
Respondi que ela mamava em livre demanda, inclusive a noite e que não fazia uso de mamadeira ou chupeta.
Ela tirou do armário um livro de 1996 e começou a discorrer sobre o risco de desenvolver cárie devido ao aleitamento materno noturno.
Contra argumentei que o risco de cárie está relacionado ao uso de mamadeira e que o aleitamento materno até os 2 anos ou mais tem diversos benefícios.
Ela me perguntou se eu não tinha vontade de dormir a noite toda e me disse que amamentação durante a noite poderia interferir negativamente no crescimento (oi?), além de me recomendar o desmame noturno.
Eu sorri e respondi que é claro que eu queria dormir a noite inteira, mas mesmo Daniel que tomava mamadeira seguiu acordando durante a noite até depois dos 2 anos de idade e que não era meu desejo desmamá-la no momento. 


Pedi educadamente que ela me enviasse algum estudo recente relacionando o aleitamento materno e o surgimento de cáries e me dispus a fazer o mesmo.

Acabei de selecionar diversos artigos sobre o assunto e enviar para ela por e-mail. Ela é uma ótima profissional, tem anos de experiência e tem muito tato com as crianças. Porém, como muitos profissionais de saúde, tem pouca informação a respeito da amamentação.
Sou realmente uma pessoa argumentativa, mas não tive essa postura só pra criar caso. Recebi muitas informações equivocadas na minha primeira experiência de amamentação, o que culminou no desmame precoce e não gostaria de repetir o erro. Como ela lida com mães e bebês diariamente, achei importante fazer o papel de MÃE-CHATA-ÍNDIA-ATIVISTA e talvez estimulá-la a pesquisar e rever seus conceitos.
A recomendação atual da Organização Mundial de Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria é que o aleitamento materno traz diversos benefícios para a criança e para a mãe e que deve ocorrer até 2 anos ou mais. Estudos recentes apontam a cárie como uma doença infecciosa multifatorial e não relacionam o aleitamento materno ao surgimento de cáries na infância em condições normais de saúde.
Eu sinto que aprendi e fiquei satisfeita de ter tido conhecimento para não seguir uma orientação desatualizada. Espero que ela também aproveite essa situação para crescimento. Daqui a 6 meses estaremos lá novamente.



Abaixo, o link de uma revisão de literatura sobre o tema.



sexta-feira, 17 de março de 2017

O recomeço de tudo

Lis está prestes a completar um ano de vida. É uma menina doce, sorridente, bem humorada e dengosa. Está se desenvolvendo bem, mas ainda não arriscou seus primeiros passinhos  sozinha.
Apesar de ser mãe de segunda viagem, a experiência de ter dois filhos é totalmente diferente de ter um só.
Tem a vantagem de nos sentirmos mais seguros em relação aos cuidados básicos, mas a dinâmica familiar, a rotina e o relacionamento com todos os membros da família são completamente novos.
Junto com a bebê chegou também um ciúme avassalador, que teve momentos mais e menos intensos ao longo desse ano.
Tivemos a iniciação do Daniel na escola, que teve muitos pontos positivos e outros nem tanto, exigindo de nós persistência para nos adaptarmos.
Tivemos vários altos e baixos, mas todos serviram pra crescermos e evoluirmos juntos.
Tivemos dias de exaustão, de querer chorar de sono...
Ultimamente tenho percebido meus pequenos interagindo, se tornando irmãos. Chamam pelo outro, buscam companhia e até implicam. Começo a me divertir com essa relação sendo construída dia a dia.
Há um ano somos uma nova família. Mais barulhenta, mais populosa, mais cansada... mas agora somos 4 nos desenhos, nos planos e nas brincadeiras.
Recomeçamos tudo, estamos aprendendo a ser pais de duas crianças, a sermos uma nova família. Estou feliz pela nossa trajetória, por conviver e aprender com eles.



Parabéns, Lis! Te amamos, flor! ♡





quarta-feira, 8 de março de 2017

A volta da calça plástica

Muita gente não sabe, mas as pessoas estão voltando a usar fraldas de pano. Isso mesmo, muitas mães estão optando por recusar a facilidade das fraldas descartáveis e recorrendo as fralda de pano no cuidado com seus bebês. As fraldas de pano modernas são mais elaboradas e bonitas do que as de antigamente. Existem vários modelos, marcas, cores e preços. Basta pesquisar no Google pra ver a infinidade de opções.
Eu fiquei muito interessada em experimentar, mas confesso que o investimento inicial e a dúvida se me adaptaria me fizeram desanimar. Fiz um chá de fraldas pra Lis que me renderam uns seis meses de tranquilidade.
Ao final do meu estoque de fraldas descartáveis me vi novamente namorando as fraldas de pano.
Li vários blogs, sites e até entrei num grupo sobre o assunto no Facebook. Troquei figurinhas com uma amiga que já usa fraldas de pano nos filhos e resolvi arriscar.
Minha primeira questão foi em relação ao custo/beneficio. Fiz um investimento de aproximadamente 300 reais em absorventes, óleo para lavagem, saquinho impermeável, liners e calças plásticas  (aquelas de antigamente). Optei pelas calças plásticas por serem mais baratas, no caso de não nos adaptarmos.
Para minha surpresa amamos as calças plásticas! Não vazam, secam rápido e são bonitinhas  (achei por R$8,00 no centro de BH.)
Minha segunda questão era em relação à lavagem. Seria difícil? Será que teria que lavar todos os dias? Acumularia mau cheiro? E quando fosse o número 2?

Guardo as fraldas e os absorventes num balde com tampa até juntar umas 6. Se for o número 2 limpo o excesso no vaso sanitário com a duchinha. Coloca tudo na máquina com sabão em pó e óleo de maleleuca e voilá! Fraldas limpinhas e cheirosas prontas para serem reutilizadas!

Só vi vantagens, pois a longo prazo saem mais baratas, são mais fresquinhas e reduzem o lixo.
Ainda não estou usando fora de casa, pois a logística as vezes não ajuda, mas estou encantada com as fraldinhas de pano. Recomendo!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Férias Escolares

Desde o ano passado meu primogênito passa as tardes na escola. Nos primeiros dias foi difícil pra nós dois. Eu apreensiva daqui, ele choroso de lá. A decisão de colocá-lo na escola tão cedo veio da necessidade dele de novidades e companhia de outras crianças e da minha adaptação com o nascimento da irmã.
Passado esse momento inicial, fomos nos acostumando com a rotina e Daniel foi fazendo amizades, desenvolvendo várias habilidades como a fala, brincar junto com os colegas e ficando um pouco mais independente.
Já estava totalmente adaptado no final do ano, quando chegaram as férias. E com elas, surgiu a questão: como cuidar e entreter duas crianças pequenas em tempo integral?
O clima tem ajudado bastante e fez sol e calor na maior parte do tempo. Também contei com a ajuda da família para separar uma graninha para poder passear com os meninos.
Fomos no parque, shopping, clube, teatro e cinema. Também teve passeio na praça e na casa de amigos.


Salvo alguns dias de tédio, principalmente nessa última semana, tem sido melhor do que eu esperava. Fizemos várias atividades com papel, brincamos e até cozinhamos juntos.

É muito bom vê-los crescendo e se divertindo.
Hoje fomos passear em família e me senti imensamente feliz ao ver as carinhas felizes e ouvir as risadas.
Percebi que ter filhos pequenos é trabalhoso, cansativo e muitas vezes chato. Mas passa rápido e quando percebemos já estamos em outra fase, com novas demandas e desafios e o que parecia um problemão já nem está mais tão nítido na nossa memória.
Como diz a música do Palavra Cantada: "Criança não trabalha. Criança dá trabalho!"
É verdade. Mas vou sentir saudades dessas férias divertidas e da convivência intensa que nós tivemos nesses dias.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Penso, logo te julgo

Um dos meus passatempos favoritos é ler. Ultimamente tenho lido mais online, blogs e notícias do que livros de literatura. Acho fascinante a quantidade de coisas que existem que sequer imaginamos, costumes e realidades tão diversas da nossa. A vida real é tão incrível e as pessoas tão únicas e surpreendentes que acabo não me interessando muito por ficção. Por outro lado, histórias de vida, relatos e biografias me instigam. Infelizmente, tenho me espantado com frequência com a quantidade de atrocidades que estão acontecendo no mundo, mesmo fugindo o máximo que consigo de histórias de sofrimento. 
São tantas notícias de corrupção, intolerância e crueldade que é impossível ficar imune a sentimentos negativos relacionados à essas situações. Muitos vezes, nossa primeira reação ao nos depararmos com uma situação ruim é julgar os envolvidos, procurando por culpados. É como se existissem vilões e mocinhos e nós fôssemos juízes capazes e responsáveis por colocar cada um em seu devido lugar. 
Não estou dizendo que devemos relativizar atos de terrorismo, racismo e pedofilia, por exemplo,  mas a vida não é preto no branco. 
É difícil enxergar o lado bom de todos. As vezes até nos questionamos se realmente há um lado bom em certas circunstâncias, mas  é preciso sempre lembrar que ninguém conhece todas as situações, realidades e perspectivas. Mesmo nossas convicções não passam de um ponto de vista que construímos com base nas nossas experiências, crenças e costumes. Nem mesmo a ciência está pronta e acabada. 
Quando julgamos, rotulamos e fazendo isso, reduzimos a pessoa a uma coisa só. Ninguém é uma coisa só. Somos complexos. E é essa complexidade que nos torna tão interessantes e complicados. 
Não acho que somos realmente capazes de nos colocar no lugar do outro. As vezes a vida do outro é tão diferente que não conseguimos nem na imaginação dimensionar suas vivências. Mas somos capazes de escutar, observar e ver. Assim como as crianças fazem. Só é necessário querer...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A gente não quer só comida

Comer não é apenas apenas matar a fome. Comer é uma atividade social e muitas vezes afetiva. Somos convidados para festas e eventos onde encontramos verdadeiros banquetes esperando para serem degustados. Para alguns, comer é algo sem grande importância,  para outros, como eu,  é fonte de prazer, mas também preocupação. Meus hábitos alimentares estavam bastante desregrados e com vários casos de sobrepeso,  diabetes e hipertensão na família resolvi prestar mais atenção nesse aspecto e procurar uma nutricionista. Já havia feito dieta uma vez e tido bons resultados. 
Agora,  depois de duas gestações, meu peso estava bem acima do ideal e senti que era hora de me alimentar melhor. Sou sedentária e não tenho no momento tempo nem disposição para iniciar uma atividade física. Então o jeito é cuidar do que como. 
Tenho observado comentários e reações interessantes sobre esse processo e vou listar a seguir o que mais me chamou a atenção:




O


1 - Mudar hábitos não é fácil. É necessário disciplina e motivação. Meu objetivo não é apenas perder peso,  mas aprender a me alimentar de maneira saudável, sem excessos. 

2- Quem não está acima do peso, geralmente,  tem dificuldade de compreender como chegamos ao sobrepeso ou quão difícil é emagrecer. 
3- Muitas pessoas estão insatisfeitas com sua alimentação ou com seu peso, mas fantasiam que fazer dieta é muito mais difícil ou caro do que realmente é. 
4- Os produtos diet/light são mais caros que os outros,  mas as frutas, legumes e verduras não. Aprendemos a comer industrializados e coisas açucaradas desde cedo. Por isso acabamos recorrendo aos diet/light. Bom mesmo seria aprender a comer alimentos mais naturais, mas...
5- Aprender a comer bem é um processo. Demora,  exige persistência e dedicação. Precisamos buscar alternativas, fugir dos industrializados (o máximo possível) e ver o que se adequa a nossa realidade. Muitas vezes precisamos de ajuda profissional. Fazer dieta é muito mais do que deixar de comer determinados alimentos. Eu tenho notado uma mudança na forma de encarar a alimentação e também na balança.  Tô gostando bastante e recomendo que quem também queira ou precise mudar procure um nutricionista. 


E vamo que vamo que ainda faltam alguns kilinhos pra chegar na meta!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Um peixe fora d'água


Sempre me senti um pouco diferente da maioria das pessoas que me cercam. Tenho gostos peculiares desde a infância e ouço que sou madura desde muito pequena. Quando criança, gostava de ver o por do sol. Na adolescência, preferia ler e ouvir música ao socializar ou praticar esportes. Mesmo sendo muito extrovertida e adorar jogar conversa fora, não são raros os momentos que me sinto deslocada e as vezes até inadequada. 


Durante muito tempo falava tudo o que pensava e acabava criando desafetos e conflitos sem necessidade. Hoje em dia me controlo um pouco mais, mas tenho me sentido cada vez mais só. 

Me tornar mãe causou uma grande mudança interna e me fez repensar interesses e prioridades. 

Ter filhos é divertido, alegre e nos enche de amor, mas também é cansativo, frustrante e solitário. Mesmo quando temos companheiros nessa viagem. 

É solitário porque por mais que outras pessoas também tenham filhos, a relação é somente entre você e seu filho. E isso é único. Não tem receita, nem devolução, nem treinamento. Vamos aprendendo na prática, muitas vezes sem nunca ter experimentado nada parecido. E como aceitar um cargo gerência, de alta responsabilidade, sem nunca ter trabalhado na área. 

Ter filhos muda nossa perspectiva, nossa carreira, nosso relacionamento com as outras pessoas. 
Porque precisamos nos doar para que outra(s) pessoa(s) exista(m). E nisso, sumimos um pouco. 
Me sinto cansada estar tão integralmente envolvida no universo infantil, mas quando tenho tempo livre estou lendo sobre educação, desenvolvimento infantil ou mesmo pesquisando brinquedos e passeios pra fazer com meus filhos. Fico até envergonhada de perceber quão sem capacidade de render outro assunto numa conversa eu me tornei. 
Não acho que a maternidade é uma obrigação, nem que é pra todas as mulheres. Mas é uma mudança na vida que eu não tinha experimentado até então. 
Se já me sentia um peixe fora d'agua antes, agora degringolou de vez. Nesse mundo cada vez mais virtual e individual, as crianças não estão incluídas em vários espaços e, nesse caso, as mães também não. 
Sei que um dia eles vão crescer e voar com as próprias asas. Mas, como vi num filme, mãe é sempre mãe. Mesmo quando os filhos já cresceram, já se foram...
Não existe ex-mãe. Se o marido morre, a pessoa se torna viúva. Se os pais morrem, se torna órfã. Se o filho morre, a mãe continua mãe. 
E não me refiro somente a mãe biológica. Mas a todas as pessoas que cumprem o papel de mãe. Que aceitam essa loteria que é cuidar de um ser humano. 
Fico pensando nas mães que perderam seus filhos na matança que acontece todos os dias nas favelas, nas que perderam ainda crianças e não posso imaginar sua dor. 
A verdade é que mesmo as que têm filhos saudáveis e felizes sempre estão na corda bamba, pensando no bem estar deles. 
Pensando bem, não me sinto mais só. Me vejo um pouco em cada mãe. 
Mas gostaria que o mundo se tornasse mais acolhedor à essas mulheres e seus filhos. Porque apesar de toda a complexidade da maternidade, não somos somente mães. 
Precisamos de espaço no mercado de trabalho, opções de estudo e lazer para que possamos ser mais do que mães.