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Divirta-se!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Perguntara-me se acredito em Deus*

De acordo com o senso comum, religião não se discute. Mas pra mim, esse sempre foi um assunto muito interessante. Não gosto das discussões acaloradas que tem por pretensão dizer o que é certo ou errado, ao contrário, gosto de ouvir sobre as experiências que as pessoas tem com sua espiritualidade. 
É fascinante observar as diversas possibilidades de crenças e como elas fazem diferença na vida das pessoas. Conheço pessoas que mudaram pra melhor depois que se converteram a determinda religião, mas também conheço pessoas que se tornaram insuportavelmente machistas, fundamentalistas e obssessivas pelo mesmo motivo.
Conversando com as pessoas é fácil notar como a crença espiritual é presente na nossa cultura. Na padaria ou numa consulta com o médico não é raro ouvir as expressões "vá com Deus" ou "se Deus quiser". Sempre me pego pensando nesse assunto. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão, mas fiz algumas observações que vou compartilhar com vocês:
1 - Não importa sua crença ou religião. Se você se sente melhor do que as outras pessoas, por qualquer motivo, você deveria rever seus conceitos;
2 - Nós nunca estamos prontos e finalizados (pelo menos não deveríamos). Sempre é tempo de repensar nossas posturas e tentar ser uma pessoa melhor;
3 - Devemos nos esforçar pra viver em paz e harmonia com as pessoas, especilmente com aquelas que vivem conosco e exatamente por isso esse é um desafio diário;
4 - Sempre que pudermos devemos ajudar alguém;
5 - Sempre devemos ser gratos (a Deus, a vida) pelas coisas que nos acontecem, sejam boas ou ruins, pois todas são oportunidades de aprendizado.
6 - O que passou, passou. Esqueça e bola pra frente!
7 - Tudo o que formos fazer, que façamos com boa vontade. Se for pra fazer com preguiça, má vontade,  com cara de bosta  fechada é melhor nem fazer;
8 -Exemplos valem mais do que palavras;
E por último e o mais difícil de todos: Ouvir. Apenas ouvir. Isso pode fazer a diferença pra quem fala e pra quem escuta. As vezes nós nem fazemos ideia do que as pessoas que estão ao nosso lado viveram e como podemos aprender com as experiências delas...
O título desse post faz referência ao livro "Perguntaram me se acredito em Deus*" do Rubem Alves. Essa é uma excelente leitura sobre o tema. Rubem alves propõe várias reflexões sobre Deus e a relação que temos com Ele. Recomento. 



“Deus é como o vento. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos sua música nas folhas das árvores e o seu assobio nas gretas das portas. Na flauta, o vento se transforma em melodia. Mas não é possível engarrafá-lo. No entanto as religiões tentam engarrafá-lo em lugares fechados a que elas dão o nome de ‘casa de Deus’. Mas se  Deus mora numa casa, estará Ele ausente do resto do mundo? Vento engarrafado não sopra. Deus nos deu asas. Mas a religião inventou gaiolas. Há pessoas que se sentem religiosas por acreditar em Deus. De que vale isto? 'Os demônios também acreditam e estremecem ao ouvir seu nome' (Tiago 2:19)                            
Tudo o que vive é pulsação do sagrado. As aves do céu, os lírios do campo. Até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do Grande Mistério.
Não precisamos dizer o nome da rosa para sentir seu perfume. Não precisamos dizer o nome ‘mel’ para sentir sua doçura.” (Rubem Alves)

Não sou contra religiões. Nem ao fato de não ter uma religião. Eu mesmo tenho a minha, mas acho que devemos fazer o constante questionamento se estamos contribuindo e/ou crescendo onde estamos. Se sim, esse é o caminho. Se não, é sinal de que talvez devemos mudar de direção. Questione(se).

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Desapegue!

Segundo o dicionário online Priberam, desapegar: 1. Despegar2. Fazer perder a afeição a.
3. Perder a afeição a4. Perder o interesseo empenho por5. Largarsoltar-sedesagarrar-se
Recentemente, como alternativa ao mundo consumista esse termo ganhou outro sentido, incentivando a troca e/ou venda de coisas que não usamos mais, através de comunidades nas redes sociais, feiras, bazares, brechós (existem vários brechós onlines onde se pode encontrar coisas de qualidade por um precinho camarada).
Já tem algum tempo que adotei a filosofia da rotatividade. Funciona assim: Se compro ou ganho uma peça de roupa, escolho outra no guarda-roupas para doar. Esse conceito também serve para sapatos, brinquedos, livros...
 E é exatamente sobre esse último que quero falar: Livros!
Guardar livros na estante para pegar acumular poeira não faz o menor sentido. A função do livro é ser lido, relido e não se tornar um objeto obsoleto. Pensando nisso surgiu um projeto super bacana aqui em BH. Trata-se do Ponto do Livro BH.
Esse projeto busca incentivar a leitura, por meio de empréstimo gratuito de livros presentes em estruturas espalhadas em pontos de ônibus da cidade. Qualquer pessoa pode pegar o livro de seu interesse, ler e devolver quando terminar. Você pode doar aquele livro que está lá esquecido num cantinho.
Existem dois pontos na praça da Liberdade. Estive lá ontem e dei minha contribuição. Acho o projeto muito bacana e pretendo contribuir sempre que possível. Iniciativas como essa ajudam a tornar o mundo um lugar melhor. Vida longa ao Ponto do Livro BH!



Conheça, aproveite e doe. 








quinta-feira, 12 de junho de 2014

Escolaridade: Superior Completo

Entro no face e checo as notificações. Fui marcada em um convite de formatura. Mais um amigo concluindo a graduação. Um marco na vida de uma pessoa. Há um ano eu também alcançava esse marco.
Conquistar uma vaga em uma universidade federal e concluir um curso superior foi algo importante pra mim, que estudei a vida inteira em escola pública e vivenciei a precariedade da educação ao longo da minha vida escolar.
Fui a primeira da minha família a terminar a faculdade.
Mais do que conhecimento técnico da área que me formei a universidade me proporcionou diversas experiências que fizeram a diferença na minha vida.  Conheci pessoas que jamais conheceria em outros ambientes. Algumas extremamente humanas e sábias,  outras com a sensibilidade de uma porta de madeira maciça,  apesar dos vários títulos que ostentavam. Aprendi mais com os colegas e com as pessoas que fui encontrando pelos caminhos do que na sala de aula. Percebi que a universidade ainda é um lugar elitizado e que o conhecimento produzido ali, na maioria das vezes se torna ensimesmado, pois não ultrapassa os muros da instituição.
Hoje,  me vejo olhando editais na busca da tão sonhada vaga em um serviço público para não cair na exploração da iniciativa privada que tantos colegas são vítimas. Vejo outros colegas brilhantes desiludidos com a realidade que em nada se parece com o que vimos nos livros. Há também os que estão onde gostariam,  mas esses se pode contar nos dedos.
Nesse ano muitas coisas aconteceram na minha vida. Fui me distanciando do mundo acadêmico e até mesmo da profissão, mas percebi que existem muitas coisas mais importantes do que um título ou diploma. Que existem várias maneiras de viver e vários caminhos que se pode seguir. Que a questão profissional é um aspecto da nossa vida, mas que existem também os aspectos afetivos, pessoais...
Se alguém me perguntasse se eu faria a mesma escolha novamente, provavelmente diria que não,  mas foi exatamente o percurso que percorri que me fez crescer,  amadurecer e ser como sou hoje.  Como dizem: experiência é um pente que a vida nos dá quando já  estamos carecas...