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Divirta-se!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Esse tal de feminismo

Tenho pensado muito sobre a importância do feminismo ultimamente e como o empoderamento feminino pode mudar o rumo da sociedade em vários aspectos. Talvez porque muito tem se falado sobre a legalização (ou não) do aborto nas redes sociais. Ou talvez sobre meu caminho de estudo e busca por empoderamento no parto e maternagem.
Essas mudanças tem me deixado com vontade de falar sobre o assunto, mas mais do que isso, me aproximou das outras mulheres que como eu sofrem com o peso do machismo e sexismo todos os dias.
Desde crianças, somos ensinadas a nos portar como damas, falar de maneira delicada, não estar em determinados ambientes, fazer atividades domésticas e relacionadas ao cuidado do outro. Parece uma bobagem, mas quando damos um bebê de brinquedo e panelinhas pra uma menina, não estamos tornando-a efetivamente capaz de cozinhar e cuidar de um bebê na vida real, mas estamos aumentando sua auto confiança na realização dessas atividades.
Não haveria o menor problema se não existisse a divisão (já na infância) das brincadeiras de menino e menina. Aí do menino que se aventurar a brincar de boneca ou de fazer comidinha. "É coisa de menina!" Dirão os machões de plantão.
Vamos nos deparando com as opressões do machismo todo dia, quando nos cobram obediência ao namorado/marido/companheiro, quando regulam nossa vida sexual, exigindo que sejamos mais ou menos liberais, quando responsabilizam apenas a mulher a cuidar da criança, seja ela solteira ou casada,  afinal ela é a "mãe"...
E nós vamos nos acostumando com tanta violência, dominação... Com o tempo paramos de perceber. Achamos natural sermos assediadas na rua, no trabalho,  afinal "homens são assim mesmo".
Confesso que ainda fico muito irritada quando ouço uma mulher reproduzindo o discurso machista e justificando o que não tem justificativa.
Mas é exatamente aí que está a chave pra mudança: sororidade.
Sororidade é um termo que se refere especificamente à irmandade entre mulheres. 
Compreender que essa mulher também é vítima do machismo e lutar por ela, é o caminho para avançarmos na busca por respeito e igualdade. Ter empatia, oferecer informação, não cair na armadilha de diminuir outra mulher por seus comportamentos - slut shaming -  lembrar sempre de conscientizar para emponderar. 
E como precisamos lutar... 


Sim! Nós podemos! Vamos à luta, irmãs! 





sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sou ignorante

Eu assumo. Sou ignorante.  Desconheço vários assuntos.  Sei muito pouco sobre carros e economia.  Sei menos ainda sobre uma infinidade de coisas. Quando eu tinha uns 18 anos me achava super inteligente. Pensava que tinha opinião formada sobre quase tudo. Não hesitava em dizer de imediato o que pensava sobre o que fosse a bola da vez. 
Aos poucos, conforme passei por diferentes situações e conhecendo as mais diversas pessoas fui perdendo essa certeza que eu achava que tinha. Repensei sobre várias posturas e me dei conta que as pessoas vivem realidades que eu nem imaginava. Por isso não devo julgar ninguém e sim tentar compreender. Porque eu só sei como é ser eu. Não posso saber como é ser o outro. E mesmo sendo sempre eu, percebo que já mudei muito...
O mais interessante disso tudo é que perder a certeza gera insegurança, vergonha, medo...
Mas é exatamente o medo que nos faz sair do lugar onde estamos, buscar conhecimento, novos ares, novas perspectivas. 
Um conhecido meu disse que muitas pessoas vão ficando mais burras a medida que estudam. Talvez ele tenha dito isso porque quanto mais se especializam em uma área mais engessadas se tornam sobre determinado assunto. Acham que já sabem o suficiente. Mas eu prefiro acreditar que a medida que vamos ampliando nosso conhecimento percebemos o quanto ainda não sabíamos e o quanto ha por descobrir. 
Quero sempre aprender, mudar de opinião, compreender a(s) realidade(s). Hoje a única certeza que tenho é que sempre ha algo novo para aprender e isso é fascinante.