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Divirta-se!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A gente não quer só comida

Comer não é apenas apenas matar a fome. Comer é uma atividade social e muitas vezes afetiva. Somos convidados para festas e eventos onde encontramos verdadeiros banquetes esperando para serem degustados. Para alguns, comer é algo sem grande importância,  para outros, como eu,  é fonte de prazer, mas também preocupação. Meus hábitos alimentares estavam bastante desregrados e com vários casos de sobrepeso,  diabetes e hipertensão na família resolvi prestar mais atenção nesse aspecto e procurar uma nutricionista. Já havia feito dieta uma vez e tido bons resultados. 
Agora,  depois de duas gestações, meu peso estava bem acima do ideal e senti que era hora de me alimentar melhor. Sou sedentária e não tenho no momento tempo nem disposição para iniciar uma atividade física. Então o jeito é cuidar do que como. 
Tenho observado comentários e reações interessantes sobre esse processo e vou listar a seguir o que mais me chamou a atenção:




O


1 - Mudar hábitos não é fácil. É necessário disciplina e motivação. Meu objetivo não é apenas perder peso,  mas aprender a me alimentar de maneira saudável, sem excessos. 

2- Quem não está acima do peso, geralmente,  tem dificuldade de compreender como chegamos ao sobrepeso ou quão difícil é emagrecer. 
3- Muitas pessoas estão insatisfeitas com sua alimentação ou com seu peso, mas fantasiam que fazer dieta é muito mais difícil ou caro do que realmente é. 
4- Os produtos diet/light são mais caros que os outros,  mas as frutas, legumes e verduras não. Aprendemos a comer industrializados e coisas açucaradas desde cedo. Por isso acabamos recorrendo aos diet/light. Bom mesmo seria aprender a comer alimentos mais naturais, mas...
5- Aprender a comer bem é um processo. Demora,  exige persistência e dedicação. Precisamos buscar alternativas, fugir dos industrializados (o máximo possível) e ver o que se adequa a nossa realidade. Muitas vezes precisamos de ajuda profissional. Fazer dieta é muito mais do que deixar de comer determinados alimentos. Eu tenho notado uma mudança na forma de encarar a alimentação e também na balança.  Tô gostando bastante e recomendo que quem também queira ou precise mudar procure um nutricionista. 


E vamo que vamo que ainda faltam alguns kilinhos pra chegar na meta!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Um peixe fora d'água


Sempre me senti um pouco diferente da maioria das pessoas que me cercam. Tenho gostos peculiares desde a infância e ouço que sou madura desde muito pequena. Quando criança, gostava de ver o por do sol. Na adolescência, preferia ler e ouvir música ao socializar ou praticar esportes. Mesmo sendo muito extrovertida e adorar jogar conversa fora, não são raros os momentos que me sinto deslocada e as vezes até inadequada. 


Durante muito tempo falava tudo o que pensava e acabava criando desafetos e conflitos sem necessidade. Hoje em dia me controlo um pouco mais, mas tenho me sentido cada vez mais só. 

Me tornar mãe causou uma grande mudança interna e me fez repensar interesses e prioridades. 

Ter filhos é divertido, alegre e nos enche de amor, mas também é cansativo, frustrante e solitário. Mesmo quando temos companheiros nessa viagem. 

É solitário porque por mais que outras pessoas também tenham filhos, a relação é somente entre você e seu filho. E isso é único. Não tem receita, nem devolução, nem treinamento. Vamos aprendendo na prática, muitas vezes sem nunca ter experimentado nada parecido. E como aceitar um cargo gerência, de alta responsabilidade, sem nunca ter trabalhado na área. 

Ter filhos muda nossa perspectiva, nossa carreira, nosso relacionamento com as outras pessoas. 
Porque precisamos nos doar para que outra(s) pessoa(s) exista(m). E nisso, sumimos um pouco. 
Me sinto cansada estar tão integralmente envolvida no universo infantil, mas quando tenho tempo livre estou lendo sobre educação, desenvolvimento infantil ou mesmo pesquisando brinquedos e passeios pra fazer com meus filhos. Fico até envergonhada de perceber quão sem capacidade de render outro assunto numa conversa eu me tornei. 
Não acho que a maternidade é uma obrigação, nem que é pra todas as mulheres. Mas é uma mudança na vida que eu não tinha experimentado até então. 
Se já me sentia um peixe fora d'agua antes, agora degringolou de vez. Nesse mundo cada vez mais virtual e individual, as crianças não estão incluídas em vários espaços e, nesse caso, as mães também não. 
Sei que um dia eles vão crescer e voar com as próprias asas. Mas, como vi num filme, mãe é sempre mãe. Mesmo quando os filhos já cresceram, já se foram...
Não existe ex-mãe. Se o marido morre, a pessoa se torna viúva. Se os pais morrem, se torna órfã. Se o filho morre, a mãe continua mãe. 
E não me refiro somente a mãe biológica. Mas a todas as pessoas que cumprem o papel de mãe. Que aceitam essa loteria que é cuidar de um ser humano. 
Fico pensando nas mães que perderam seus filhos na matança que acontece todos os dias nas favelas, nas que perderam ainda crianças e não posso imaginar sua dor. 
A verdade é que mesmo as que têm filhos saudáveis e felizes sempre estão na corda bamba, pensando no bem estar deles. 
Pensando bem, não me sinto mais só. Me vejo um pouco em cada mãe. 
Mas gostaria que o mundo se tornasse mais acolhedor à essas mulheres e seus filhos. Porque apesar de toda a complexidade da maternidade, não somos somente mães. 
Precisamos de espaço no mercado de trabalho, opções de estudo e lazer para que possamos ser mais do que mães.

Um peixe fora d'água


Sempre me senti um pouco diferente da maioria das pessoas que me cercam. Tenho gostos peculiares desde a infância e ouço que sou madura desde muito pequena. Quando criança, gostava de ver o por do sol. Na adolescência, preferia ler e ouvir música ao socializar ou praticar esportes. Mesmo sendo muito extrovertida e adorar jogar conversa fora, não são raros os momentos que me sinto deslocada e as vezes até inadequada. 

Durante muito tempo falava tudo o que pensava e acabava criando desafetos e conflitos sem necessidade. Hoje em dia me controlo um pouco mais, mas tenho me sentido cada vez mais só. 
Me tornar mãe causou uma grande mudança interna e me fez repensar interesses e prioridades. 
Ter filhos é divertido, alegre e nos enche de amor, mas também é cansativo, frustrante e solitário. Mesmo quando temos companheiros nessa viagem. 
É solitário porque por mais que outras pessoas também tenham filhos, a relação é somente entre você e seu filho. E isso é único. Não tem receita, nem devolução, nem treinamento. Vamos aprendendo na prática, muitas vezes sem nunca ter experimentado nada parecido. E como aceitar um cargo gerência, de alta responsabilidade, sem nunca ter trabalhado na área. 

Ter filhos muda nossa perspectiva, nossa carreira, nosso relacionamento com as outras pessoas. 
Porque precisamos nos doar para que outra(s) pessoa(s) exista(m). E nisso, sumimos um pouco. 
Me sinto cansada estar tão integralmente envolvida no universo infantil, mas quando tenho tempo livre estou lendo sobre educação, desenvolvimento infantil ou mesmo pesquisando brinquedos e passeios pra fazer com meus filhos. Fico até envergonhada de perceber quão sem capacidade de render outro assunto numa conversa eu me tornei. 
Não acho que a maternidade é uma obrigação, nem que é pra todas as mulheres. Mas é uma mudança na vida que eu não tinha experimentado até então. 
Se já me sentia um peixe fora d'agua antes, agora degringolou de vez. Nesse mundo cada vez mais virtual e individual, as crianças não estão incluídas em vários espaços e, nesse caso, as mães também não. 
Sei que um dia eles vão crescer e voar com as próprias asas. Mas, como vi num filme, mãe é sempre mãe. Mesmo quando os filhos já cresceram, já se foram...
Não existe ex-mãe. Se o marido morre, a pessoa se torna viúva. Se os pais morrem, se torna órfã. Se o filho morre, a mãe continua mãe. 
E não me refiro somente a mãe biológica. Mas a todas as pessoas que cumprem o papel de mãe. Que aceitam essa loteria que é cuidar de um ser humano. 
Fico pensando nas mães que perderam seus filhos na matança que acontece todos os dias nas favelas, nas que perderam ainda crianças e não posso imaginar sua dor. 
A verdade é que mesmo as que têm filhos saudáveis e felizes sempre estão na corda bamba, pensando no bem estar deles. 
Pensando bem, não me sinto mais só. Me vejo um pouco em cada mãe. 
Mas gostaria que o mundo se tornasse mais acolhedor à essas mulheres e seus filhos. Porque apesar de toda a complexidade da maternidade, não somos somente mães. 
Precisamos de espaço no mercado de trabalho, opções de estudo e lazer para que possamos ser mais do que mães.

sábado, 15 de outubro de 2016

Porquê não uso "paninho"

-Nossa, ela já tá no peito de novo??
-Tá mamando até agora??
-Essa menina só fica no peito! 
-Por quê você não cobre com um paninho? 



Quando meu primeiro filho nasceu, pensei que iria amamentar sem nenhum problema até ficar grandinho. Pra mim amamentar sempre foi um desejo e algo natural. 

Mary Cassatt (1844-1926)

Você pode imaginar minha decepção e após o desmame precoce aos 18 dias de vida. Me senti injustiçada, desamparada e mal informada. Não gostava de falar sobre o assunto e sentia vergonha de dar mamadeira em público nos primeiros meses. Era como se a mamadeira fosse a prova do meu fracasso. Demorei pra elaborar essas questões e começar a ler e pesquisar sobre amamentação. Descobri que um dos motivos do meu insucesso era a vergonha/pudor de amamentar em público. Passei a observar mulheres amamentando e tentar ressignificar a imagem do seio nu na minha mente. Sim, o mesmo peito que alimenta um bebê é o que ostentamos num decote. Mas o contexto é outro. 
Decidi que o incômodo (se existe algum) não é mais meu. Então, é natural pra nós amamentar em qualquer hora e qualquer lugar. 
Confesso que até tentei usar o "paninho" em algumas situações, mas ela puxa graciosamente e sorri, como quem espera ouvir: put! Achou! ♡
Completamos seis meses de amamentação exclusiva e em livre demanda. Desafios iniciais superados. Agora seguimos nessa caminhada até os dois anos ou mais.

Bernardino LUINI (1480-1522)

sábado, 6 de agosto de 2016

Pokémon Go, Jogos Olímpicos e Militância na internet

A interação social por meio das redes sociais e aplicativos de troca de mensagens como o whatsapp se tornou tão comum na nossa vida que considero que a maioria das pessoas possui duas identidades: a real - offline, cara a cara, e a virtual, que aparece quando estamos conectados á internet.
Muitas vezes essas duas identidades são completamente diferentes. Na virtual somos corretos, politizados, livres de preconceitos, divertidos e até baladeiros. Na real, mal humorados, sedentários, vamos empurrando as obrigações com a barriga e não temos a menor disposição para nos inteirarmos dos problemas na comunidade, muito menos em alguma maneira de resolvê-los.
É claro que essa é uma generalização e eu me incluo nela. Publico muito mais momentos felizes, ou pelo menos, mostro apenas o que quero mostrar. Deixo a preguiça, impaciência e birras restritas ao convívio  dos mais íntimos. No entanto, tenho observado que cada vez mais a identidade virtual influencia as relações na vida real. Já fiquei com antipatia de algumas pessoas graças á seus comentários e posts no Facebook que considerei ofensivos ou preconceituosos, mas também já usei (e uso) essas mesmas redes sociais para manter contato com pessoas especiais e promover encontros pessoalmente.
Um movimento que sempre existiu, e que vem se fortalecendo com as facilidades da internet, é o que eu chamo de "departamento de regulação da vida dos outros." Sim, nós humanos temos a tendência de achar que sabemos a melhor forma de viver e acabamos criando na nossa cabeça vários protocolos de como aproveitar o tempo, o que comer, como se vestir, como educar filhos e nos esquecemos que cada um tem sua maneira de ser. 
Eu por exemplo, não gosto de jogos. Prefiro ler ou escrever. Portanto, me ver caçando Pokémons é algo bastante improvável, o que não me dá o direito de julgar ou ofender quem faz.
Outro acontecimento que despertou as mais diversas emoções e opiniões foi a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos do Rio, ontem.
Eu achei bonito, diverso e criativo. Fiquei positivamente surpresa, apesar de não ter tido paciência para assistir na íntegra. Despertou em mim uma pontinha de orgulho e otimismo, pois em meio á tantas dificuldades no nosso país e em outros existem interesses comuns e atletas talentosos e muito esforçados que estão tendo a chance de alcançarem seus objetivos. Não sou ingênua, sei que temos muitos problemas de saúde, educação, segurança e moradia e que foi investido muito dinheiro nessas olimpíadas. Mas não consigo enxergar nenhum benefício em ser uma odiadora e ficar procurando defeitos só porque estou insatisfeita com as mazelas do meu país.
Utilizar a internet para divulgar nossos pensamentos e opiniões e militar a favor das causas que defendemos é válido. Fico feliz demais de receber comentários sobre educação não violenta e parto humanizado e saber que várias pessoas estão tendo contato com esses assuntos pelos meus posts. Mas se a moça que eu encontrei no ônibus ligar pra maternidade humanizada e começar a fazer o pré natal em um lugar respeitoso e digno, isso vale  mais que mil curtidas.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ai ai que leitinho bom...


Estamos há dois meses com amamentação exclusiva e livre demanda. Viva!  pra mim é uma alegria conseguir amamentar minha segunda filha, principalmente não tendo conseguido amamentar meu primeiro. Talvez você já tenha amamentado ou tido alguém próximo que amamentou e saiba o que eu vou falar aqui, mas se você nunca passou por essa experiência, vou te confidenciar uma coisa: amamentar é mais difícil que parir. E olha que parir hoje no Brasil não tá nada fácil...

A primeira coisa que torna a amamentação tão penosa é a insegurança. E não existe bichinho mais inseguro que mãe de primeira viagem. Qualquer coisa que acontece já nos deixa desesperadas, pensando no que estamos fazendo de errado e se não tivermos muito apoio a amamentação tende ao fracasso.
Outra coisa que pode comprometer o aleitamento é a desinformação ou informações incorretas. Sim, os pintacos e comentários do tipo: "seu leite é fraco" ou "no peito de novo? Será que você tem leite suficiente?" atrapalham e muito.  portanto, se não for uma palavra de incentivo, fique calado que é melhor.
E por mais estranho que pareça, muitos médicos não entendem NADA de amamentação. Sério. Fico pasma com o monte de orientação equivocada que nós mães recebemos sobre esse assunto, inclusive com prescrição desnecessária de complementação com leite artificial...
Felizmente, existem outros profissionais bem preparados pra nos ajudar.  
Eu fui muito bem orientada pelas enfermeiras do Sofia Feldman, pelo enfermeiro do centro de saúde e pela atual pediatra dos meninos. A anterior me disse, na consulta de 10 dias que "o bebê estava passando fome" e prescreveu mamadeira,  o que culminou num desmame precoce com 18 dias. Os bancos de leite também estão preparados pra orientar as mães que estão com dificuldades.
Sem contar o cansaço e as complicações como pega incorreta, fissuras e mastites que tornam a amamentação um desafio diário. Mas dessa vez estou diariamente buscando informações sobre amamentação no Grupo virtual de amamentação,  que além de textos tem as moderadoras que tiram dúvidas e recebo apoio de outras mães que estão amamentando também. Temos um grupo no whatsapp e mesmo conhecendo a maioria apenas virtualmente, trocar experiências com elas tem ajudado muito.
Se você conhece uma mãe que amamenta, ofereça um copo de água e dê parabéns. Ela merece.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O quarto de Jack

Essa última semana foi punk. Luto na família, tristeza profunda pela violência que parece não ter limites, descrença com a situação política do país e um resfriado pra acabar com qualquer resquício de ânimo que eu ainda tivesse. Como os planos de passear no final de semana arruinados, o jeito foi ficar em casa para me recuperar e ajeitar as coisas por aqui.
Mas tudo na vida tem seu lado positivo, mesmo quando as coisas parecem sem solução. É exatamente sobre isso que se trata o filme o quarto de Jack (Room, 2015).

Sinopse: 

Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.


Joy consegue transformar o quarto em um mundo pra Jack, mesmo com recursos limitados e diante de todo o sofrimento que ela enfrenta. A atuação de Jacob é apaixonante e fiquei com vontade de apertar o Jack várias vezes durante o filme. Entrou pra minha lista de dramas emocionantes. Recomendo.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...


A vida anda corrida. Talvez o ritmo frenético de cuidar de duas crianças pequenas e manter a vida doméstica minimamente organizada estejam contribuindo pra esse sentimento de que o tempo está voando. 
Planejo passar os momentos finais do dia curtindo meus amados, mas na maioria das vezes, já estamos tão cansados que adormecemos sem perceber. É uma fase, eu sei. Mas gostaria de ter mais tempo ao lado dos que amo. Mais tempo antes que meus pequenos cresçam, mais tempo antes que o feriado termine e que o passeio e as brincadeiras dêem lugar a rotina massacrante.
A vida é um sopro e às vezes termina sem que tenhamos tido tempo pra aquele telefonema ou pra aquele reencontro que estamos planejando há tempos. Hoje eu gostaria de ter mais tempo...

terça-feira, 24 de maio de 2016

Envelheço na cidade

Sempre gostei de fazer aniversário. Receber Abraços, telefonemas e mensagem me alegram e fazem sentir especial. Geralmente celebro com a família e amigos. Mesmo sendo uma dia agradável, existe uma certa ansiedade no ar. Acabo criando expectativa em relação a quem irá lembrar de me felicitar ou virá na comemoração. Esse foi meu primeiro aniversário como mãe de duas crianças. Não criei expectativas. Apenas aproveitei o dia. Li cada mensagem carinhosa com satisfação, almocei com minha família e passeamos com os meninos no parque. Senti profunda alegria de ver meu pequeno se divertindo, mas também uma pontinha de nostalgia ao pensar que não muito tempo atrás a criança era eu e que logo eles não serão mais crianças também.
Fiquei feliz com cada palavra e demonstração de afeto que recebi ontem, mas também fiquei com o coração pequenininho de saudade e vontade de reencontrar pessoas tão amadas que estão distantes ou que não vejo a algum tempo. Como diria Zeca Baleiro: "A saudade é prego parafuso, quanto mais apertar, tanto mais difícil arrancar..."





sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dois aninhos!

Dandan,
Esse mês você completou dois anos de vida. Posso dizer que completei dois anos da minha nova vida também. Desde que você nasceu, convivemos intensamente. Passamos vários dias e noites ao lado um do outro. Fomos nos conhecendo e aprendendo a nos entender. Ainda me esforço pra compreender seu vocabulário, que está aumentando diariamente, mas já temos uma comunicação que vai além das palavras.
Como você está crescendo rápido! Já consegue fazer várias coisas sozinho, conta caso e mostra sua personalidade e preferências a todo instante. Já tem seus próprios amigos e cativa todos a sua volta com sua alegria e energia.
Eu também aprendi muitas coisas com você, meu amor. Aprendi a priorizar, a pedir ajuda, a cuidar de outra pessoa, mesmo quando eu não estou legal. Aprendi a curtir as pequenas conquistas e olhar mais atentamente as coisas simples.
As vezes brigamos e nos chateamos um com o outro. Mas depois nos entendemos novamente e buscamos aconchego num abraço que de tão gostoso poderia durar pra sempre.
Sinto muito orgulho de você, Daniel. Me sinto muito privilegiada e feliz por ser sua mãe. Desejo que sua vida seja linda e feliz e que você se torne uma pessoa boa. Você me faz uma pessoa melhor.
Parabéns, meu bem.
Te amo muito!


segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Nascimento de uma Flor: Relato de Parto Natural Humanizado


Desde que Daniel nasceu, há quase dois anos, venho me interessando e buscando cada vez mais informações sobre a situação obstétrica do Brasil e o parto humanizado. Infelizmente, ter um parto normal hoje em dia não é algo tão comum no nosso país e quando ele acontece, geralmente, vem acompanhado de um monte de intervenções desnecessárias, dolorosas e traumatizantes. 

À medida que fui me aprofundando no assunto, percebi que, apesar de ter tido um parto normal, como desejava, gostaria que muitas coisas fossem diferentes se tivesse a chance de ter outro filho.


Assim que decidimos encomendar um segundo baby comecei a pesquisar diariamente sobre parto natural humanizado e a discutir com o marido sobre o que desejávamos para esse momento. Optei por fazer meu pré-natal em uma maternidade do SUS, que é referência em parto humanizado no Brasil

A gestação da nossa Lis foi tranquila. Além de ler muitos textos sobre parto, fizemos um plano de parto e eu fazia massagens, escalda pés, homeopatia, aurículo e ventosaterapia para me preparar para o grande momento. 

No início de março, com 37 semanas de gestação, comecei a sentir algumas contrações irregulares, que se estenderam por três semanas. Já  estava cansada de alarmes falsos e torcia para que ela nascesse antes de 41 semanas, quando tentaríamos induzir o trabalho de parto.

Fui à consulta no dia 28/03, já com 40 semanas, e pedi que a enfermeira fizesse um descolamento de membranas, pois esse é um procedimento não farmacológico, feito através do toque e que estimula o início do trabalho de parto. Saí do consultório já com 4 cm de dilatação e confiante que estava chegando a hora. Fiz as terapias integrativas nos dois dias que se seguiram, ainda sem sinais de trabalho de parto.

No dia 30/03 acordei sentindo uma cólica fraca, que permaneceu ao longo do dia. Saí para passear com a família e pedi para que meu pai viesse para a nossa casa, pois ele cuidaria do Dandan quando fôssemos para maternidade.

Passamos um dia agradável conversando e brincando com o pequeno. Fui me deitar sem nenhum outro sinal, mas tinha a sensação de que Lili não demoraria a chegar. Rezei, pedindo a Deus que tudo corresse bem e adormeci.

Acordei às duas da manhã, sentindo contrações a cada três minutos. Ainda estava doendo pouco. Acordei meu marido e meu pai e me arrumei. Colocamos as malas no carro, dei leite, troquei a fralda e coloquei Dandan na cama novamente. Às quatro horas saímos de casa. Nesse momento, as dores começaram a ficar mais fortes. 

Às quatro e quinze, assim que chegamos à maternidade, as dores se intensificaram. Não conseguia mais conversar durante as contrações e comecei a sangrar.

Fizemos a ficha e ficamos aguardando na recepção. Di fazia massagem e conversávamos entre uma contração e outra. Às 6 horas fui internada com mais de 8 cm (quase 9) de dilatação. Fiquei feliz em saber que o trabalho de parto já estava avançado, mas receosa de não conseguir vaga na casa de parto, onde desejava ter nosso bebê. A equipe se mobilizou e providenciou a o quarto a tempo, pouco antes das 7 da manhã. 

Chegando lá, fui direto para a banheira. A água morna tem um efeito surpreendente no alívio da dor e eu chegava quase a adormecer no curto intervalo entre as contrações. Di massageava meus ombros e pescoço e Luísa, enfermeira obstetra, vinha frequentemente verificar os batimentos do bebê. Eu alternava de posição dentro da banheira e respirava fundo, pensando que tudo estava correndo como sonhamos e que não demoraria muito para ter nossa filha nos braços.






Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali, mas depois um tempo comecei a sentir uma vontade incontrolável de fazer força. A dor ficou mais forte e a enfermeira sentou-se num banquinho à minha frente, dizendo que ficaria conosco até o nascimento. 

A bolsa estourou naturalmente dentro da banheira. Nesse momento as contrações estavam mais próximas. Já não conseguia conversar nos intervalos, apenas ficava de olhos fechados respirando fundo. Senti que ela estava bem baixa, passando pela pelve.

A dor durante as contrações era intensa, sentia também uma queimação nas pernas e no períneo. Já era possível ver a cabeça da bebê. Luísa me ofereceu o espelho, mas não consegui ver. Me disse para segurar minhas pernas nas próximas contrações. Pensei que ainda demoraria mais ou menos meia hora até conhecer a nossa pequena. Pra minha surpresa, senti a queimação aumentar e uma pressão forte no períneo. Não conseguia controlar a respiração, gemia alto e senti sua cabeça sair. Ouvi o choro do meu marido e Luísa disse que eu estava indo muito bem, que estava quase acabando. 

Duas contrações depois, nossa flor chegou ao mundo, às 9h08min do dia 31 de março de 2016. Veio direto pro meu colo. 



Esperamos o cordão parar de pulsar antes do papai cortá-lo com ajuda da Luísa. Logo depois ele a pegou e eu fui para a cama para dequitar a placenta e receber alguns poucos pontos. Lili voltou pro meu colo e ficou comigo até eu terminar de receber os cuidados. 

Luísa me mostrou minha placenta conforme eu havia pedido e então fui tomar banho, enquanto Lis foi ser examinada e pesada, acompanhada do papai.  3.470g de fofura e 51 cm de lindeza. Voltou linda e quentinha e ficou conosco desde então.

Alguns fatores foram essenciais para que nós tivéssemos um parto natural humanizado:


- Informação: Existem muitos mitos em relação à gravidez, crianças que "passam da hora" e parto. É essencial ter  paciência, informação adequada e confiável.

- Apoio da família: Meu esposo Edmilson sempre me apoiou em todos os momentos, esteve ao meu lado durante todo o trabalho de parto e se informou junto comigo. Meu pai também me deu todo apoio, além de cuidar do nosso pequeno na nossa ausência. Obrigada, amores!

- Profissionais humanizados: É essencial que os profissionais que nos atendem estejam atualizados em relação as práticas de parto humanizado e baseiem sua prática em evidências científicas.

Ficamos completamente felizes e satisfeitos pelo excelente atendimento que recebemos de todos os profissionais do hospital Sofia Feldman, tanto durante o pré natal quanto durante o parto e pós parto. 

Sei que cada pessoa tem um percurso e uma experiência singular, mas a nossa experiência foi muito positiva. Confesso que tinha um pouco de preconceito com esse hospital antes de conhecê-lo, mas mudei totalmente minha visão e recomendo que, se você está grávida ou conhece alguma gestante, faça uma visita ao Sofia e veja com seus próprios olhos. Eu adorei. 

Agora, mais ainda, sou uma defensora do parto ativo, no qual as gestantes fazem suas escolhas e recebem apoio e informação adequada dos profissionais. 


Independente do desfecho (parto normal ou cesárea), é importante que nós estejamos cientes dos procedimentos e possamos fazer nossas escolhas de forma responsável.

sábado, 5 de março de 2016

Sobre amar e Recomeçar

Hoje completo 37 semanas de gestação. Significa que a partir de agora nossa menina pode chegar a qualquer momento. Sinto uma mistura de alegria, ansiedade e uma certa nostalgia ao lembrar como é ter um recém nascido em casa e tudo que vamos passar novamente. Ter filhos pequenos é incrível. É viver no limite do cansaço,  da paciência, do caos, da fofura e do amor. Nosso filho mais velho está completando 1 ano e 11 meses hoje também. Como ele cresceu rápido e está se desenvolvendo a cada dia! Dá gosto de ver.
 Às vezes atira objetos, fica bravo como um leão e tenta impor sua vontade a todo custo. Outras vezes corre pela casa nos chamando pra brincar, enchendo o ambiente com as mais deliciosas risadas. Mas o que eu mais gosto é o amor que ele nos oferece de maneira espontânea e nos permite retribuir na
 mesma moeda. Sorri ao nos ver, abraça apertado e dá os beijos mais gostosos do mundo. De vez em quando essas maravilhosas demonstrações de amor vem logo em seguida de um ataque de birra de tirar todos do sério. Isso exige de todos nós uma habilidade de perdoar e mudar nosso estado de espírito na velocidade de um trem desgovernado. 
Assim também é a vida. Cheia de desafios e mudanças. Nós podemos nos apegar aos momentos difíceis ou tentar dançar conforme a música e aproveitar os momentos bons, apesar dos ruins. É uma eterna tentativa de nos adaptar as situações que mudam o tempo todo. Ainda bem que existem o amor e os recomeços pra nos ajudar.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Amigos, amigos, encontros à parte

Essa semana encontrei uma amiga muito querida. Tomamos um café, botamos a conversa em dia e tivemos uma tarde muito agradável. Tudo fluiu muito naturalmente, ficamos até de marcar um cinema nos próximos dias. Nos conhecemos desde que ela era criança e eu adolescente. A afinidade continua a mesma desde sempre. Às vezes nos vemos com mais frequência, outras passamos meses sem nos falar. Não porque não nos importamos uma com a outra, mas porque tem momentos na vida que precisamos priorizar outras coisas. Também tenho outros amigos de longa data, uns desde a infância, outros do tempo da faculdade, mas que têm em comum essa mesma naturalidade. Trocamos apoio, divertimento e companhia. Sem cobranças. 
A vida nos exige muitas coisas... Infelizmente, acabamos não tendo tempo ou até mesmo disposição para estarmos com todos que queremos. Mas isso não significa que queremos excluir as pessoas da nossa vida. Apenas precisamos ajustar nossas necessidades e possibilidades. Tem gente que encontramos duas vezes por ano e nos sentimos plenos e felizes assim. Outras pessoas precisam de uma frequência afetiva maior . Quando temos a obrigação de ir naquele happy hour de sexta a noite ou no no churrasco de domingo pra manter a amizade as coisas complicam. Pelo menos pra mim. 
Eu me sinto muito grata por ter pessoas tão bacanas que compreendam minha frequência afetiva. Que mesmo com a correria e tantas possibilidades escolhem passar um tempinho ao meu lado, seja pra uma visita, um café ou um cinema. Amigos deixam a vida mais leve. Obrigada queridos!