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Divirta-se!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Que Realmente Vamos Usar Nos Primeiros Meses do Bebê

Quando estamos à espera de um bebê temos milhões de dúvidas, dentre elas o que comprar para nosso(a) pequetito(a). Como não gosto de frescura comprar coisas desnecessárias, conversei com várias mamães (pessoalmente e online) antes de encher o carrinho. Mesmo assim, acabei demorando para descobrir coisas que facilitaram (muito) minha vida e me arrependendo de ter comprado outras. Uma boa opção é comprar coisas usadas, pois economizamos uma graninha e conseguimos produtos muito bem conservados. Quem faz chá de bebê ou tem amigos/parentes com crianças pequenas também pode herdar ou pedir coisas emprestadas.
As necessidades mudam de acordo com o perfil de cada família ou bebê, mas vou listar a seguir algumas coisas que acho indispensáveis.


Bebê Conforto:

Se você tem carro ou vai andar de carro com o bebê, tem que ter. Comprei um convencional, que foi uma maravilha no início. Usávamos até pra sonequinhas dentro de casa. Mas por volta de três meses, Daniel começou a ficar desconfortável nele. Era colocá-lo lá que ele abria o berreiro e começava a se contorcer. Não sei o que aconteceu, porque outros bebês da família usaram por muito tempo sem nenhum problema. Trocamos por uma cadeira de 0-25kg. Não é uma coisa que se diga: Nossa! Que cadeira maravilhosa! Mas atende.



Banheira com suporte:

O preço é um pouco salgado e varia muito. Fiquei um tempão namorando-a pela internet e consegui comprar por R$150 e frete grátis. Vale muito a pena, Vem com trocador, o que facilita muito, principalmente quando o bebê é recém-nascido. A melhor parte é não precisar ficar agachada ou carregando banheira (e fazendo a maior lambança).



Wrap Sling:

Carregador de bebê prático e confortável. Herdei um da minha irmã, que foi quem me apresentou essa maravilha, e comprei outro pela internet. No site mesmo ensina como usar. Gostamos bastante e usamos desde que Daniel tinha 12 dias. Fácil de lavar (jogo na máquina) e não desbota ou dá bolinha. O único ponto negativo é que esquenta muito no calor. O precinho também não é dos melhores, pagamos R$130, mas não me arrependo. 


Comprei nesse site aqui.
Mamadeiras:
Espero que você consiga amamentar exclusivamente pelo tempo que seu bebê precisar e nem use mamadeira, mas se for necessário, recomendo as mamadeiras Philips Avent. Não vazam, não ficam opacas, são resistentes e fáceis de limpar. Eu ganhei um kit com três de presente da minha querida irmã (valeu, Vá!) e recomendo. Tem o bico indicado para cada idade e você pode comprar o bico separadamente na farmácia. Você vai precisar também de uma escovinha para lavá-las. Mais fácil e higiênico que usar bucha de lavar vasilhas.



Esterilizador de Mamadeiras para Microondas:

Se você tiver que usar mamadeiras (e tiver um microondas) compre. Achei caríssimo quando comprei, R$139, mas só de não ter que ficar fervendo mamadeira igual um zumbi de madrugada... vale cada centavo!


Cadeirão de alimentação:

Esse pode ser comprado depois, quando o bebê estiver sentando e fazendo a introdução de alimentos sólidos. É uma paraíso na terra. O bebê participa mais da alimentação, é seguro e mais confortável também pra quem está alimentando o bebê. É meio trambolhosa, então precisa de espaço. O preço varia muito, comprar usado pode ser uma boa opção. Escolhi uma simples, com material fácil de limpar e cinto de segurança com 5 pontos. Adorei! Comprei pela internet pela bagatela de R$99+16 de frete. Sucesso total!
Esses são os meus fiéis companheiros aqui em casa. E pra você, o que não pode faltar?

Abraço!

Receita: Iogurte Frozen de Mamão

Não sou muito fã de mamão, mas aí vai uma receita super fácil e saborosa, ideal pra esse calorão.


Ingredientes:



1/2 Mamão Papaya

1 Copo de Iogurte Natural
Mel, açúcar ou leite condensando (a gosto)


Modo de fazer:



Bata todos os ingredientes no processador ou liquidificador usando a função "pulsar", pra deixar uns pedacinhos. Adocei com leite condensando (gordice).

Coloque em um recipiente, cubra com papel filme e coloque no congelador por aproximadamente duas horas.
Retire do congelador 5 minutos antes de servir.




Dica da Jack: Se você congelar o mamão e o iogurte antes, fica pronto mais rápido.



Também dá certo com banana e morango, mas o de mamão é o mais gostoso.




Aprendi a fazer essa delícia com minha querida irmã Silvia.







sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes...*

Quando me diziam que ter um filho muda tudo eu não tinha a menor idéia do que isso significava. Claro que eu imaginava que cuidar de uma criança demandava tempo e dedicação,  mas não imaginava o impacto subjetivo que ser mãe teria na minha vida.
Sempre fui muito curiosa, gosto de ler e estudar e mesmo antes de estar grávida lia muito sobre o assunto. Conversava com outras mães e tinha um monte de idéia e coisas planejadas na minha cabeça.
Ia amamentar exclusivamente,  se não rolasse daria mamadeira. Assim, sem stress. Aí o menino nasceu,  o leite não desceu e eu comecei a chorar copiosamente porque não queria deixá - lo com fome, mas também não queria dar mamadeira, pois o leite materno é o melhor alimento pro bebê.
Eis o primeiro drama da maternidade: a realidade nem sempre corresponde à nossa expectativa. Mamou, engordou e tocamos a vida. Chegou a hora de planejar o retorno ao trabalho. Sempre valorizei trabalhar,  ter meu dinheiro... Ele ia ficar no berçário,  como vários outros bebês. É normal. Mães trabalham fora. Certo?
Pois é,  só de imaginar meu pequeno sendo apenas mais um bebê do berçário meu coração doía. Perdi o sono e comecei a ficar cabisbaixa, angustiada.
Conversando com as pessoas mais próximas percebi que nesse momento a prioridade é ficarmos um com o outro. O resto pode esperar.
Se tem uma coisa que a gente aprende quando se torna mãe é essa: priorizar.
E a vida vai ficando mais simples, por mais complicado que isso pareça.
Por aqui tudo vai mudando a cada dia. As perspectivas mudaram, os interesses também. Mas ainda gosto de chocolate,  café e livros. ;)


*O título do post é uma referência a música Metamorfose Ambulante de Raul Seixas.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Cinema com bebê

Dizer que depois que se tem filhos não temos tempo pra quase nada é chover no molhado. Sempre fui cinéfila, mas desde que o neném chegou, ir ao cinema se tornou algo bem distante e complicado... Mas graças ao CineMaterna isso foi possível e muito agradável. No mês passado fui com o maridão e nosso pequeno Daniel (com dois meses na época) a uma sessão promovida especialmente para as mamães. Tivemos também a companhia de uma amiga, que foi quem me apresentou ao CineMaterna (obrigada, Thais!) e sua linda filhinha, Maya.




O CineMaterna é uma organização sem fins lucrativos que promove sessões especiais de cinema para mães com bebês de até 18 meses. Papais e acompanhantes também podem participar. Os filmes exibidos em geral são de temática adulta - portanto, entretenimento para mães e pais, mas em ambiente especialmente preparado para os bebês, com ar condicionado fraquinho, som mais baixo, luz ambiente e trocadores nas salas. 

É muito legal. Nosso neném mamou e dormiu o filme quase todo e eu pude ter um momento de descontração assistindo uma divertida comédia romântica francesa.
Gostei tanto que irei novamente essa semana. Infelizmente, não há programação em todas as cidades, mas quem mora em BH pode se alegrar: as sessões acontecem a cada 15 dias e a programação está disponível no site. Se você conhece alguma mamãe com bebê de até um ano e meio, divulgue e convide-a a participar. É uma experiência muito prazerosa. Recomendo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Perguntara-me se acredito em Deus*

De acordo com o senso comum, religião não se discute. Mas pra mim, esse sempre foi um assunto muito interessante. Não gosto das discussões acaloradas que tem por pretensão dizer o que é certo ou errado, ao contrário, gosto de ouvir sobre as experiências que as pessoas tem com sua espiritualidade. 
É fascinante observar as diversas possibilidades de crenças e como elas fazem diferença na vida das pessoas. Conheço pessoas que mudaram pra melhor depois que se converteram a determinda religião, mas também conheço pessoas que se tornaram insuportavelmente machistas, fundamentalistas e obssessivas pelo mesmo motivo.
Conversando com as pessoas é fácil notar como a crença espiritual é presente na nossa cultura. Na padaria ou numa consulta com o médico não é raro ouvir as expressões "vá com Deus" ou "se Deus quiser". Sempre me pego pensando nesse assunto. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão, mas fiz algumas observações que vou compartilhar com vocês:
1 - Não importa sua crença ou religião. Se você se sente melhor do que as outras pessoas, por qualquer motivo, você deveria rever seus conceitos;
2 - Nós nunca estamos prontos e finalizados (pelo menos não deveríamos). Sempre é tempo de repensar nossas posturas e tentar ser uma pessoa melhor;
3 - Devemos nos esforçar pra viver em paz e harmonia com as pessoas, especilmente com aquelas que vivem conosco e exatamente por isso esse é um desafio diário;
4 - Sempre que pudermos devemos ajudar alguém;
5 - Sempre devemos ser gratos (a Deus, a vida) pelas coisas que nos acontecem, sejam boas ou ruins, pois todas são oportunidades de aprendizado.
6 - O que passou, passou. Esqueça e bola pra frente!
7 - Tudo o que formos fazer, que façamos com boa vontade. Se for pra fazer com preguiça, má vontade,  com cara de bosta  fechada é melhor nem fazer;
8 -Exemplos valem mais do que palavras;
E por último e o mais difícil de todos: Ouvir. Apenas ouvir. Isso pode fazer a diferença pra quem fala e pra quem escuta. As vezes nós nem fazemos ideia do que as pessoas que estão ao nosso lado viveram e como podemos aprender com as experiências delas...
O título desse post faz referência ao livro "Perguntaram me se acredito em Deus*" do Rubem Alves. Essa é uma excelente leitura sobre o tema. Rubem alves propõe várias reflexões sobre Deus e a relação que temos com Ele. Recomento. 



“Deus é como o vento. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos sua música nas folhas das árvores e o seu assobio nas gretas das portas. Na flauta, o vento se transforma em melodia. Mas não é possível engarrafá-lo. No entanto as religiões tentam engarrafá-lo em lugares fechados a que elas dão o nome de ‘casa de Deus’. Mas se  Deus mora numa casa, estará Ele ausente do resto do mundo? Vento engarrafado não sopra. Deus nos deu asas. Mas a religião inventou gaiolas. Há pessoas que se sentem religiosas por acreditar em Deus. De que vale isto? 'Os demônios também acreditam e estremecem ao ouvir seu nome' (Tiago 2:19)                            
Tudo o que vive é pulsação do sagrado. As aves do céu, os lírios do campo. Até o mais insignificante grilo, no seu cricri rítmico, é uma música do Grande Mistério.
Não precisamos dizer o nome da rosa para sentir seu perfume. Não precisamos dizer o nome ‘mel’ para sentir sua doçura.” (Rubem Alves)

Não sou contra religiões. Nem ao fato de não ter uma religião. Eu mesmo tenho a minha, mas acho que devemos fazer o constante questionamento se estamos contribuindo e/ou crescendo onde estamos. Se sim, esse é o caminho. Se não, é sinal de que talvez devemos mudar de direção. Questione(se).

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Desapegue!

Segundo o dicionário online Priberam, desapegar: 1. Despegar2. Fazer perder a afeição a.
3. Perder a afeição a4. Perder o interesseo empenho por5. Largarsoltar-sedesagarrar-se
Recentemente, como alternativa ao mundo consumista esse termo ganhou outro sentido, incentivando a troca e/ou venda de coisas que não usamos mais, através de comunidades nas redes sociais, feiras, bazares, brechós (existem vários brechós onlines onde se pode encontrar coisas de qualidade por um precinho camarada).
Já tem algum tempo que adotei a filosofia da rotatividade. Funciona assim: Se compro ou ganho uma peça de roupa, escolho outra no guarda-roupas para doar. Esse conceito também serve para sapatos, brinquedos, livros...
 E é exatamente sobre esse último que quero falar: Livros!
Guardar livros na estante para pegar acumular poeira não faz o menor sentido. A função do livro é ser lido, relido e não se tornar um objeto obsoleto. Pensando nisso surgiu um projeto super bacana aqui em BH. Trata-se do Ponto do Livro BH.
Esse projeto busca incentivar a leitura, por meio de empréstimo gratuito de livros presentes em estruturas espalhadas em pontos de ônibus da cidade. Qualquer pessoa pode pegar o livro de seu interesse, ler e devolver quando terminar. Você pode doar aquele livro que está lá esquecido num cantinho.
Existem dois pontos na praça da Liberdade. Estive lá ontem e dei minha contribuição. Acho o projeto muito bacana e pretendo contribuir sempre que possível. Iniciativas como essa ajudam a tornar o mundo um lugar melhor. Vida longa ao Ponto do Livro BH!



Conheça, aproveite e doe. 








quinta-feira, 12 de junho de 2014

Escolaridade: Superior Completo

Entro no face e checo as notificações. Fui marcada em um convite de formatura. Mais um amigo concluindo a graduação. Um marco na vida de uma pessoa. Há um ano eu também alcançava esse marco.
Conquistar uma vaga em uma universidade federal e concluir um curso superior foi algo importante pra mim, que estudei a vida inteira em escola pública e vivenciei a precariedade da educação ao longo da minha vida escolar.
Fui a primeira da minha família a terminar a faculdade.
Mais do que conhecimento técnico da área que me formei a universidade me proporcionou diversas experiências que fizeram a diferença na minha vida.  Conheci pessoas que jamais conheceria em outros ambientes. Algumas extremamente humanas e sábias,  outras com a sensibilidade de uma porta de madeira maciça,  apesar dos vários títulos que ostentavam. Aprendi mais com os colegas e com as pessoas que fui encontrando pelos caminhos do que na sala de aula. Percebi que a universidade ainda é um lugar elitizado e que o conhecimento produzido ali, na maioria das vezes se torna ensimesmado, pois não ultrapassa os muros da instituição.
Hoje,  me vejo olhando editais na busca da tão sonhada vaga em um serviço público para não cair na exploração da iniciativa privada que tantos colegas são vítimas. Vejo outros colegas brilhantes desiludidos com a realidade que em nada se parece com o que vimos nos livros. Há também os que estão onde gostariam,  mas esses se pode contar nos dedos.
Nesse ano muitas coisas aconteceram na minha vida. Fui me distanciando do mundo acadêmico e até mesmo da profissão, mas percebi que existem muitas coisas mais importantes do que um título ou diploma. Que existem várias maneiras de viver e vários caminhos que se pode seguir. Que a questão profissional é um aspecto da nossa vida, mas que existem também os aspectos afetivos, pessoais...
Se alguém me perguntasse se eu faria a mesma escolha novamente, provavelmente diria que não,  mas foi exatamente o percurso que percorri que me fez crescer,  amadurecer e ser como sou hoje.  Como dizem: experiência é um pente que a vida nos dá quando já  estamos carecas...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Como Me Tornei Mãe - Relato de Parto Normal Hospitalar


A gravidez é um momento muito especial na vida de uma mulher. Muitas mudanças acontecem no nosso corpo e na nossa vida com a expectativa da chegada de uma criança e do papel de ser mãe.
Junto com a expectativa cresce também a ansiedade e a incerteza quanto ao que está por vir, especialmente em relação ao parto. Não é raro ouvirmos relatos terríveis de experiências trágicas quanto ao parto normal, o que acaba por criar em nossa mente o conceito de que o parto cesariana é mais seguro e mais fácil, então pra quê arriscar passar pelo trabalho de parto e correr o risco de viver todo aquele horror com desfechos infelizes que tanto nos contaram?
Eu passei por todos esses questionamentos durante minha gravidez, mas dentro de mim existia uma vontade muito grande trazer meu bebê ao mundo no tempo dele e de participar desse momento junto com meu marido, de seguir meus instintos.
Sendo assim vou compartilhar com vocês minha experiência de parto normal hospitalar.

Estávamos tentando engravidar havia um ano, e durante este tempo precisei tomar alguns medicamentos, pois tenho Síndrome dos Ovários Policísticos.
No dia 23 de agosto de 2013 recebemos nosso tão sonhado positivo.
Tive uma gravidez tranquila, sem complicações. Eu me preparava para o parto lendo diversos blogs sobre maternidade ativa, parto humanizado e sempre que podia conversava com amigas e pessoas que já eram mães.
Descobri que esperava um menino: Daniel. Ele estava se desenvolvendo forte e saudável, porém apresentava posição pélvica (sentado), o que costuma ser uma indicação para parto cesárea (mas não impossibilita o parto normal).
Conversando com minha médica soube que ele poderia mudar de posição até a hora do parto, o que me tranquilizava. Já com 37 semanas fui ao pronto atendimento, pois estava com alguns desconfortos de final de gravidez. Fui atendida pelo obstetra de plantão, que mais que depressa foi agendando uma cesariana eletiva, devido ao bebê estar sentado. Perguntei se não havia chances dele mudar de posição, pois eu ainda tinha tempo e uma ultrassonografia estava marcada para a semana seguinte. Obtive como resposta apenas um “não”.
Fiquei muito chateada, me sentido pressionada, como se tivessem me tirando o direito de decidir sobre algo que era tão importante pra nós, mas era tão banal para aquele médico! Conversando com meu marido decidimos esperar pelo trabalho de parto e procurar outra maternidade e assim fizemos.
No dia 03 de abril acordei com uma cólica leve e percebi que havia perdido o tampão mucoso. Fui animada para a consulta com a ginecologista que constatou que o bebê estava cefálico (de cabeça pra baixo) e eu já estava com 1 cm de dilatação. No dia seguinte percebi que a cólica estava se intensificando gradativamente. Saí com uma amiga no fim da tarde para tomar um café e caminhar um pouco, o que ajudou a iniciar o trabalho de parto.
Naquela noite não consegui dormir, pois não encontrava uma posição confortável na cama. A cólica ficando mais intensa e frequente. Às 3 da manhã, resolvi tomar banho para aliviar o desconforto e medir os intervalos entre as dores (que só naquele momento percebi se tratarem de contrações).
A água quente me ajudou a relaxar, então voltei para a cama para tentar descansar um pouco. Meu marido colocou alguns travesseiros nas minhas costas e debaixo dos meus pés e cochilei um pouco sentada na cama.
De manhã observamos que o intervalo das contrações era de 7 minutos e decidimos ir à maternidade depois do café da manhã. Quando estava me arrumando para sair senti uma contração mais forte, e minutos depois senti um líquido quente escorrendo pelas minhas pernas: Daniel estava dando os sinais de sua chegada.
Ansiosos e alegres fomos para a maternidade, que fica localizada em outro município. As contrações passaram a acontecer a cada 5 minutos, às vezes menos.
Chegamos à maternidade e fomos rapidamente encaminhados para avaliação com a plantonista: Estava com 6 cm de dilatação! Nesse momento as dores já estavam mais fortes. Troquei de roupa e pedi para ficar sentada enquanto aguardava meu marido que tinha ido preencher os papéis da internação.
Fomos para a sala de pré-parto e conheci os obstetras que iriam fazer meu parto. Eles vinham regularmente me examinar. Meu marido ficou ao meu lado o tempo todo, fazendo massagem nas minhas costas e cafuné quando as contrações vinham. Com 7 cm de dilatação pedi analgesia. Os médicos colocaram ocitocina no meu soro para diminuir o intervalo das contrações, que foram ficando cada vez mais intensas e frequentes.
Nesse momento, eu sentia muita dor e meu corpo fazia uma força muito grande para empurrar o bebê para baixo. Estava chegando a hora. De repente, após uma contração forte, senti o Daniel encaixando no períneo. O anestesista chegou ao quarto para ver como eu estava e meu marido pediu para que ele chamasse o obstetra para fazer o toque. Para a nossa surpresa Daniel já estava coroando, pronto pra nascer.
Saímos apressados para a sala de parto. O papai ansioso foi se preparar para o grande momento. Enquanto isso acontecia o maior reboliço na sala de parto.
Um dos médicos me disse que o bebê já estava com metade da cabeça para fora e que precisaria dar apenas um empurrão para ele nascer. Me enchi de alegria, apesar da dor. Havia uma movimentação muito grande na sala de parto. Me ajudaram a mudar de cama. Os médicos perguntavam: cadê o pai? Eu respirei fundo e ouvi a voz do meu marido que acabara de entrar na sala. Pensei: é agora! Fechei os olhos e ouvi os médicos dizendo: empurre!
Senti uma dor intensa e soltei um gemido alto. Ouvi o médico dizer: Nasceu! Escutei então seu primeiro choro, alto e vibrante. Abri os olhos, o colocaram imediatamente no meu colo.
Daniel chegou ao mundo no dia 05 de abril de 2014, às 14 horas. Nasceu rosado, cabeludo, com seus lindos olhos abertos, pesando 3,250 kg e com 49 cm.
Coloquei a mão sobre sua cabecinha e nos olhamos. Naquele instante esqueci a dor, era como se só existíssemos nós dois na sala. Ele foi se acalmando ao ouvir o som da minha voz. Senti uma conexão intensa com ele, como se tivéssemos selando um pacto apenas com aquele olhar.
Senti meu marido fazer cafuné e dizer um emocionado “parabéns mamãe”. Foi um momento tão lindo. Nós dois havíamos nos tornado pais.
A enfermeira pegou o Daniel, disse que iria fazer os primeiros procedimentos e o traria de volta para mim. O papai se despediu e foi acompanhá-lo. Fiquei mais algum tempo na sala, porque precisei levar alguns pontos. A enfermeira me trouxe um cobertor, pois eu estava sentido frio devido à anestesia.
Passados alguns minutos fui para outro quarto e Daniel chegou lá ao mesmo tempo que eu. A enfermeira me ajudou a colocá-lo no colo e começar a mamar. No nosso quarto e fomos recebidos pelo meu marido, meu pai e minha irmã. Me senti realizada por ter passado pela experiência do parto junto com meu marido e por poder estar junto do meu bebê logo que ele nasceu.
Fomos pra casa no dia seguinte. Hoje, seis dias depois, sinto-me disposta e feliz por ter esperado o trabalho de parto e ter tido o privilégio de ser atendida por uma equipe que respeitou minhas escolhas.
Me chamou atenção que durante o tempo que estive na maternidade (um famoso hospital materno infantil) todos os profissionais que me atenderam me perguntaram se o parto normal tinha sido escolha minha e alguns até me parabenizaram dizendo que esse tipo de parto se tornara raro nos dias atuais.
Naquele dia apenas eu e outra mãe tivemos parto normal naquela maternidade.
Espero que este relato incentive outras mulheres a seguirem seus instintos e se prepararem para o parto de uma forma mais ativa e menos medicalizada. Espero também que nenhuma mulher seja manipulada ou coagida por médicos e pelo Estado a ter um parto que ela não escolheu.

#SomosTodasAdelir





***Agradecimento especial ao meu marido Edmilson Ferreira que me proporcionou a alegria de ser mãe e esteve ao meu lado todo o tempo, a minha irmã Vanessa que veio do outro lado do mundo para viver esse momento comigo e à amiga Juliana Daher e seu lindo Francisco que compartilharam conosco sua experiência e me incentivaram a lutar por um parto ativo.


Sites sobre Maternidade Ativa:



domingo, 23 de março de 2014

Filme do Dia: E se vivêssemos todos juntos? (Et si on vivait tous ensemble?)

Já tinha um tempinho que queria assistir esse filme, mas não tinha tido oportunidade ainda. Ontem resolvi assistir e acrescentei mais um filme a minha lista de dramas leves que valem a pena.

O filme  tem umas partes engraçadas, mas não é exatamente uma comédia e fala sobre um tema que eu adoro: o envelhecimento. Tá aí uma boa pedida pra um sábado a tarde.




Sinopse:
Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) estão ligados por uma forte amizade que já dura mais de 40 anos.


Quando a memória falha, a velhice mostra sua força e o fantasma da casa de repouso vem assombrá-los, eles decidem viver juntos. O projeto parece loucura, mas a convivência traz velhas lembranças, novas perspectivas e um novo desafio: viver em república com mais de 75 anos.





Fonte: http://telecine.globo.com/filmes/e-se-vivessemos-todos-juntos/