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sábado, 7 de janeiro de 2017

Penso, logo te julgo

Um dos meus passatempos favoritos é ler. Ultimamente tenho lido mais online, blogs e notícias do que livros de literatura. Acho fascinante a quantidade de coisas que existem que sequer imaginamos, costumes e realidades tão diversas da nossa. A vida real é tão incrível e as pessoas tão únicas e surpreendentes que acabo não me interessando muito por ficção. Por outro lado, histórias de vida, relatos e biografias me instigam. Infelizmente, tenho me espantado com frequência com a quantidade de atrocidades que estão acontecendo no mundo, mesmo fugindo o máximo que consigo de histórias de sofrimento. 
São tantas notícias de corrupção, intolerância e crueldade que é impossível ficar imune a sentimentos negativos relacionados à essas situações. Muitos vezes, nossa primeira reação ao nos depararmos com uma situação ruim é julgar os envolvidos, procurando por culpados. É como se existissem vilões e mocinhos e nós fôssemos juízes capazes e responsáveis por colocar cada um em seu devido lugar. 
Não estou dizendo que devemos relativizar atos de terrorismo, racismo e pedofilia, por exemplo,  mas a vida não é preto no branco. 
É difícil enxergar o lado bom de todos. As vezes até nos questionamos se realmente há um lado bom em certas circunstâncias, mas  é preciso sempre lembrar que ninguém conhece todas as situações, realidades e perspectivas. Mesmo nossas convicções não passam de um ponto de vista que construímos com base nas nossas experiências, crenças e costumes. Nem mesmo a ciência está pronta e acabada. 
Quando julgamos, rotulamos e fazendo isso, reduzimos a pessoa a uma coisa só. Ninguém é uma coisa só. Somos complexos. E é essa complexidade que nos torna tão interessantes e complicados. 
Não acho que somos realmente capazes de nos colocar no lugar do outro. As vezes a vida do outro é tão diferente que não conseguimos nem na imaginação dimensionar suas vivências. Mas somos capazes de escutar, observar e ver. Assim como as crianças fazem. Só é necessário querer...

Um comentário:

  1. Flor ce ja leu a banalidade do mal da hannah arendt? Acho que vai gostar, aproveito e te indico o filme. Bjos

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